António Esteves O mundo inteiro sabe o que significa o NATAL! Podemos não simpatizar com O “aniversariante”, podemos fingir que O ignoramos e até podemos detestá-Lo. Mas um facto é que, todos gostamos de festejar o Natal! Com muitas luzes, muitas prendas, muitas compras, muito alarido e muita azáfama, até os agnósticos e os ateus, “graças a Deus”, rejubilam nesta época. Tornam-se mais generosos, mais amenos e por cima do seu “orgulho”, de serem superiores a essas fantasias ou crenças, muito educadamente, todos desejam BOAS-FESTAS. Ora bem, contra factos não há argumentos, e bem no fundo do entendimento e do coração de todos os homens de boa vontade, está bem gravado que o Natal simboliza, pura e simplesmente, o nascimento do Filho de Deus que veio ao mundo para nos salvar. “Ipso facto”, esqueçam os argumentos, arrumem os cartões de crédito, esqueçam as tontarias das compras, consumam menos comida e/ou bebida, partilhem com os que nada têm, e livres de preconceitos ou ideias menos correctas, assumam a verdadeira essência da quadra e vão ao encontro do Deus Menino. É fácil encontrá-Lo, em qualquer Igreja, no lugar mais recôndito do mundo Ele estará exposto num Presépio, numas palhinhas, numa toalhinha de renda, no meio de musgo ou envolto nus trapinhos, mas sempre de braços abertos e um transcendente sorriso divino esperando “ad eterno” pela nossa visita, para nos acolher, abençoar e perdoar. E depois, livres de toda a confusão dos embrulhos e presentes, enfrentemos a realidade do nosso quotidiano, mais ricos e mais serenos, porque acreditamos na perenidade do verdadeiro significado do NATAL.