Aproxima-se o acto eleitoral para a escolha do novo Presidente do PSD Madeira que marcará o fim de um período histórico de grande relevância para o partido e para a Região Autónoma da Madeira. Trata-se de uma situação perfeitamente normal da vida de um partido que deve ser encarada com serenidade e confiança. Nada é comparável e será de todo inusitado tentar enfrentar o futuro que está aí, com lançamento de farpas sobre erros do passado que tenham ocorrido pois os tempos são outros e os desafios também. Tudo na vida tem um começo e um fim e os partidos passam por diversas fases que se sucedem a um ritmo imposto pelo desenvolvimento da sociedade onde estão inseridos. Nada é imutável. Não se trata, na minha humilde opinião, apenas de eleger um presidente para um partido com a responsabilidade que tem o PSD Madeira. Está em causa a escolha de um Presidente que, para além de ser capaz de mobilizar e unir a família social-democrata para as batalhas que se aproximam, seja também portador de mensagem de confiança para fora do partido, que inspire credibilidade, determinação, segurança, conhecimento e socializante no sentido de acudir aos problemas reais da população que pretende servir. Não podemos continuar agarrados ao passado e de viver à espera de verbas do orçamento de Estado que vão cada vez mais mingando e que parecem mais esmola do que direito próprio como região integrante do país. É preciso dizer basta com determinação e com apresentação de propostas concretas que nos permitam criar mais riqueza e não ficarmos dependentes do governo da República. A Região tem de dar passos importantes para a conquista da sua Autonomia a nível financeiro e fiscal. Por isso, o novo líder do partido Social-democrata tem de ser uma pessoa com carisma, força, mobilizador, catalisador, com capacidade de diálogo, determinado sem subserviências ou receios. Cabe, pois aos militantes escolher aquele candidato que melhor seja capaz de por um lado reforçar e unir o partido e por outro traçar caminhos que nos permita alcançar mais Autonomia e maior desenvolvimento social e económico para a Região. Não é a luta pelo poder que deve estar em causa mas antes, uma candidatura que traga novos ventos. Vencer para ganhar a Região e reforçar a sua Autonomia.

José Manuel Oliveira