Dorisa Drumond “Verifica se o que prometes é justo e possível, pois promessa é dívida” - Confúcio. Finalmente assumiram que enganaram o povo! Ano após ano, surgia a promessa! De quatro em quatro anos, ela era apregoada aos sete ventos, passados não sei quantas vezes esses quatro anos, que se somarmos ao longo destes anos todos... Deus nos livre! Que conta... Até fizeram aqueles desenhos bonitos de engenheiros e arquitectos, estava e presumo que ainda lá esteja, para ‘inglês ver’. Promessa feita a imensas gerações! Eu ainda sou desse tempo e vejam lá aos anos que já terminei a escolaridade obrigatória. Milhões e mais milhões vieram e foram-se, voaram! Obras e mais obras, umas atrás das outras! O pico da construção subiu, tudo foi construído e já muito foi destruído pelo tempo. Umas eram para ser uma coisa e são outra. Outras estão ao abandono. Mas, ainda assim, fizeram muito, dizem eles. Pergunto-me agora: qual a utilidade de tanta obra, se não tem utilidade nenhuma para o povo que acreditou em promessas? Não trouxe mais turistas à ilha, bem pelo contrário. Mais parece uma cidade fantasma mal termina o Verão. Mas mesmo assim, uma escola digna para os nossos jovens, filhos, netos não foi construída. A promessa voltou bem recentemente, mas também ficou por aí. Não há dinheiro, dizem eles. E quem sofre? As crianças e jovens que estão numa escola com uma cobertura de amianto. Mas, dizem eles que vão fazer melhorias, mas gostaríamos de saber para quando. E se irão substituir a cobertura de amianto e ainda se essas futuras obras serão feitas num futuro bem próximo. Ou será apenas novamente mais uma promessa? Em tempos diziam de boca cheia que já estavam criadas as condições para a construção de uma nova escola. E eu pergunto-me: quais são essas condições? Disseram ainda que estava desadequada e que não cumpria a lei. Eu até pensava que a vossa lei não era a mesma que a do resto do povo. E por fim, disseram que era preciso mudar e construir uma escola adequada aos novos tempos e à população. Em que ficamos? Afinal, defender o JM não é impedir o regresso ao passado?! Estamos a pagar uma dívida regional e nacional exorbitante, mas ninguém paga as dívidas que contraíram para com o povo. Está visto e mais que visto que quem paga é sempre o Zé Povinho, nem que seja penhorado até à ponta dos cabelos. Vejam só o quanto eles se importam com o Porto Santo! Já sabemos que para estes “senhores” somos apenas números. Por isso, se estão insatisfeitos, reclamem nas urnas. Mas não votem em branco. Nunca se esqueçam que um povo que vota em corruptos não é vítima, é cúmplice. Será que queremos continuar a ser cúmplices? “Contrabalançai promessas com promessas, e estareis a pesar o nada” - Shakespeare.