Estamos a viver um novo tempo. Encontramo-nos perante uma nova realidade e novos cenários sociais, que exigem novas políticas, novos protagonistas e um novo contrato de confiança com os cidadãos.
Estamos perante uma nova realidade, mais exigente e complexa, em que será exigido ter a capacidade para implementar uma política capaz de renegociar, reestruturar, redefinir, reorganizar e reequacionar determinadas configurações da governação.
Estamos num tempo, cujo método não deve assentar apenas na avaliação das opções e objectivos assumidos no passado. Este é um processo redutor e que deve ser deixado à análise crítica de cada cidadão. Fez-se demais?... Nem sempre bem feito?... Fez-se o que a marcha do tempo foi exigindo?... Subsistem dúvidas!… Estas podem e devem ser um dos prismas de análise da nossa realidade social, mas mais importante, no meu ponto de vista, é o dissecar da realidade que o futuro próximo nos impõe.
O tempo não é para nos debruçarmos sobre o legado do passado, embora pesado, mas sim, de nos focarmos nas possibilidades de futuro, procurando encontrar as metodologias que sejam geradoras de uma nova forma de pensar, portadoras de confiança e de prosperidade. Só desta forma poderemos trilhar novos caminhos e alcançar novas soluções, tendo sempre presente o mais importante: as pessoas.
Assim, exige-se uma reflexão que precipite o futuro. Exige-se que nos apresentemos, perante os cidadãos, como os mais bem preparados, os mais capazes para interpretar os sinais desta nova realidade e portadores das soluções mais adequadas para enfrentar os desafios desse futuro.
O que move uma comunidade para o progresso é o elevado desejo de construir uma solução melhor para as gerações futuras e oferecer segurança e conforto às gerações actuais. Por isso, a capacidade para renovar, para inovar, associada à criatividade e desenvolvimento sustentável, são vectores fundamentais nos objetivos legítimos de qualquer comunidade.
Perante os cenários competitivos, como os actuais, torna-se imperativo conceber objectivos ambiciosos, com vista à mobilização das novas gerações, gerando soluções de valor acrescentado.
Jorge Carvalho