Filipe Lucas Um homenzinho que na sua humilde casinha fazia um pão divinal, onde é comprado por imensas pessoas.

Pão esse vendido com muita afluência, por esse mesmo homenzinho usar dos MELHORES produtos para fazer esse mesmo pão, desde a sua farinha ao fermento, á água e até mesmo o forno com a melhor lenha que podia haver, mas é que o pão é mesmo BOM.

Muito dinheirinho o homenzinho fazia, dinheiro esse que usava também para pagar os estudos do seu jovem filho.

Ano após ano, lá o homenzinho bancava dinheiro para toda a educação/formação do seu filho, até que o filho vai para a universidade tirar o seu curso de economista.

Ora bem, assim continuava a vida do homenzinho a fazer o seu excelente pão e a ganhar um BOM dinheirinho, com a crise a lhe passar ao lado.

Após vários anos nesta rotina, e apesar das dificuldades económicas da vida da população, as pessoas apesar de tudo continuavam a comprar aquele pão, porque era único na sua qualidade e sabor.

Ora bem, o filho com o dinheiro empregue pelo pai ACABA o curso.

Chega então o filho com toda a sua sabedoria e informação e diz ao pai:

- Pai, a crise aproxima-se em força, tens que poupar nos produtos e não escolher os mais caros, porque isto vai ficar muito difícil, investe no mais barato pai.

Assim o pai fez, começou a comprar produtos de qualidade muito inferior e assim mais baratos, pois o filho é formado em economia e quem melhor para o aconselhar.

Começou a produzir um pão que em nada se diferenciava dos outros, perdeu qualidade, perdeu sabor etc etc

Por esse mesmo motivo as pessoas iam deixando de comprar um pão que por sua vez em nada era melhor que o supermercado.

Assim o homem cada vez mais perdia receita, e sentia já as dificuldades da vida.

Até o dia em que poucas ou nenhumas vezes as pessoas iam limitadas comprar ao homenzinho o seu anterior famoso pão.

E assim acabou o homenzinho sem receita, sem orgulho como todos os comuns trabalhadores, fechando as portas do seu espaço que outrora foi um lugar que se fazia algo de destaque.

Em conversa dias depois de fechar as portas, diz o homenzinho:

- SE O MEU FILHO NÃO ME AVISASSE....