Carlos Ferreira Faz agora um ano que um sismo abalou sobre o poder político instituído na Madeira. O PSD perdeu 7 Câmaras e 22 Juntas de Freguesia para os partidos da oposição, coligações e movimentos de independentes. Passado este tempo é natural um balanço. No Porto Santo, a coisa está tremida na gestão socialista, o mesmo acontecendo em Machico, onde continua a guerra entre os que estavam (PSD) e os que estão (PS). Mais ao lado, Santa Cruz, é palco de uma guerra diária entre o Juntos Pelo Povo e os perdedores sociais-democratas que deixaram uma herança para esquecer.

Entretanto, os problemas acumulam-se e o povo de Santa-Cruz quer mais trabalho e menos conversa.

No Funchal, a Câmara balança mas não cai e vive muito do aparecimento do seu Presidente na televisão e nos jornais, mas pouca coisa mudou. Ou melhor o que mudou foi a “Mudança” com uma crise a meio do mandato que fez substituir três Vereadores e a Presidente da Assembleia Municipal. Uma bagunça e um PND que faz falta. Valem o sentido de responsabilidade do CDS que não quis integrar o executivo, mas, também, não deixou que se fosse para eleições. A Câmara precisa de apresentar trabalho. A norte, em S. Vicente, os independentes parecem estar a dar conta do recado e sem grande barulho ou mediatismo vão fazendo o seu trabalho.

No concelho ao lado, Porto Moniz, a coisa pia mais fino e o árbitro e os juízes de linha já começaram a fazer confusão e a provocar descontentamento. Finalmente, Santana é uma boa surpresa. Um Presidente discreto, sem alaridos, pôs a Câmara a funcionar, despacha com rapidez, já reduziu a dívida em um terço, baixou os impostos e tem uma política social activa. Até o PSD não sabe como fazer oposição.

É este o balanço possível, mas ainda faltam três anos de mandato e há muito para fazer. Uma coisa é certa: o trabalho dá sempre resultados. Quanto às 4 Câmaras do PSD, nada de novo, a não ser Câmara de Lobos onde o novo Presidente anda num frenesim diário e até já inaugurou sanitários...Só visto!