O momento político que vivemos na Madeira exige dos agentes políticos o máximo de responsabilidade e bom senso.
As oposições devem saber estar à altura do momento histórico que vivemos. Os madeirenses exigem uma Mudança política a sério que altere, radicalmente, as posturas e atitudes políticas praticadas pela maioria PSD na governação da Região e, sobretudo, que garanta políticas públicas que iniciem um novo ciclo económico e social na nossa terra. Este é o desejo da maioria dos madeirenses, conforme vontade expressa nas eleições autárquicas de Setembro de 2013. Ora, esta Mudança política não pode ser protagonizada pelos que governam a Madeira desde 1976 e que a conduziram a este desastre financeiro, económico e social. O PSD até poderá mudar de líder, mas não mudará a sua forma de estar e fazer política, de maneira arrogante e prepotente. Antes do pedido de resgate, em Setembro de 2011, nunca se ouviu algum dos 6 candidatos afirmar a sua discordância com a espiral de endividamento. Antes pelo contrário, nesse mês e nesse ano, estavam em campanha ao lado de Alberto João Jardim a pedir maioria absoluta para o PSD. E, aquando da assinatura do Plano de Ajustamento com a República, em Janeiro de 2012, não se ouviu nenhum dos candidatos se manifestar contra as duríssimas medidas de austeridade que conduziram a Região a esta asfixia económica e a este desastre social.
Conforme o CDS tem afirmado: quem criou o problema, não pode ser a solução. Há uma claríssima falta de autoridade e legitimidade dos “Delfins” para criticarem o passado, do qual foram responsáveis. Falta-lhes credibilidade. Desse ponto de vista, o CDS e, também, o PS que sempre denunciaram os abusos de poder e se opuseram ao endividamento excessivo, têm autoridade e legitimidade para protagonizarem uma Alternativa ao PSD. Foi por isso que convidei o PS para uma ronda negocial tendente a criar uma plataforma política que assegure um projecto político de Mudança para a Madeira.
Esta plataforma, liderada pelo CDS e o PS, deve configurar uma coligação pré-eleitoral, que pode e deve envolver outras forças políticas, movimentos da sociedade e personalidades independentes, em torno de um candidato comum a Presidente do Governo Regional.
Obviamente, que este candidato não deve ser nenhum dos líderes partidários, pois só assim se assegurará que esta plataforma vai para além dos partidos e congrega diversos “sentires”, “quereres” e “vontades” presentes na sociedade madeirense. O candidato comum deve ser capaz de unir as diversas forças políticas, mas deve, sobretudo, ser capaz de mobilizar os melhores esforços, saberes e competências para a tarefa de Mudar a Política e Mudar a Madeira.
Este tem que ser um Projecto abrangente e vencedor e, para isso, devemos abdicar de toda e qualquer ambição por mais legitima que seja. É isso que desejam os Madeirenses. Aguardo, serenamente, a resposta do Líder do PS.
Não podemos desperdiçar esta Oportunidade de Mudança.
José Manuel Rodrigues