Juvenal Rodrigues Os homens do Presidente, depois de perceberem que o controlo da região está a fugir-lhe entre os dedos, agora até sabem tudo o que não devia ser feito antes quando apenas abanavam a cabeça ao chefe. Até já têm ideias para melhorar a saúde, a educação, o escandaloso preço dos transportes, as concessões dos portos e das vias rápidas ajustadas à medida dos amigos, as sociedades de desenvolvimento que apenas serviram para endividar a região e até já sabem que o novo ancoradouro na frente mar será mais um “porco” como a famosa Marina do Lugar de Baixo! Onde andaram estes tão bons cérebros nos últimos 40 anos? Se calhar andaram perdidos nos corredores da ALM, do edifício do Governo, nas Câmaras, Juntas de Freguesia, nas Casas do Povo ou nas várias instituições desportivas enquanto o “patrão” subsidiava as Igrejas e pedia protecção para toda a família laranja. Ou então chegaram recentemente à Terra jurando que nunca estiveram cá. Até descobriram que afinal o tal inimigo da Madeira, o Diário, serve-lhes perfeitamente para fazerem campanha todos os dias.
Madeirenses, não tenham a mais pequena ilusão, ganhe o Manuel, o Miguel, o Jaime, (arreda Satanás) o Sérgio, o Sousa ou o Silva se por hipótese remota algum deles vier a ganhar o Gov. Regional a família laranja, interesseiramente como sempre, unir-se-á para ocuparem as camas que já estão feitas à medida e comerem à mesma mesa. No fundo todo este folclore das eleições no PSD é para que continue lá um homem do sistema a esconder o passado tenebroso destes 40 anos de poder absoluto. Se têm dúvidas reparem neste pormenor, toda a Madeira sabe as dívidas que o PSD deixou no Governo, nas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, mas, ao contrário das Câmaras e Juntas da oposição, aquelas que continuam PSD nunca reclamam nada! Estão todas bem ou tentam proteger ao regime, encobrindo por mais algum tempo o que um dia inevitavelmente o Povo saberá? A ver vamos! Na hora de escolher o futuro da Madeira e dos nossos jovens não deixem que estes falinhas mansas lhes apaguem a memória com falsas promessas. Já deu para percebermos que a mudança é absolutamente necessária.