Jorge Martins Eu Português me confesso. Europeísta da Europa das Regiões e dos Povos, da Europa da paz e do desenvolvimento, da Europa da Solidariedade da Saúde, Educação e Bem Estar para todos, enfim, da Europa moderna, progressista e progressiva, da Europa da tolerância multicultural, étnica, religiosa e política.
Assim confundem-me, preocupam-me por contrárias ao exposto, as manifestações xenófobas, racistas e todas as discriminatorias, a mais das vezes disfarçadas de impolutos nacionalismos e regionalismos bacocos aos quais, numa expressão feliz e esclarecedora, Amin Malouf denominou de “Identidades assassinas” por geradoras de trágicos conflitos irracionais, que, facilmente , conduzem a aterradores acontecimentos como foram, são , os morticínios e genocídios a que, atonitamente, por julgarmos fazerem parte do passado, assistimos ainda nos dias de hoje. Não vale a pena responsabilizarmos “os outras”, essa entidade difusa, por todos os males que acontecem, porque é esse o raciocínio que promove as acções que só, lamentavelmente , reconhecemos quando não somos nós próprios os seus protagonistas.
Deixo-vos uma pequena nota de reflexão. O, hoje por hoje, tão propalado exercício da ética republicana, reduz-se a uma simples e, permitam-me, sonora equação- O(s) meu(s) filho(s) têm, exactamente, os mesmos direitos e obrigações que os filhos dos outros, sejam eles quem forem, vizinhos, doutra região, doutro país, doutro credo, doutra cor. Será que custa assim tanto perceber ? Lá fazer, está visto, custa !!!