Aproximam-se momentos decisivos para a Madeira e para os Madeirenses. Após 1976, nunca na ainda curta história da Autonomia político-administrativa, os nossos concidadãos foram confrontados com a necessidade imperiosa de participar no processo político, como o são agora. Nos dias em que vivemos, cada um de nós tem, obrigatoriamente, de ser um agente ativo.
Estamos claramente num fim de ciclo político. O partido que sempre governou, sozinho, a Região, prepara-se para mudar a liderança, através de um processo conturbado, no qual as fracturas internas, que sempre existiram - tendo sido disfarçadas ao logo dos tempos pela garantia do acesso ao poder - revelam-se a cada dia que passa. O estilo de liderança mudará. Os próprios conteúdos programáticos que orientaram a ação política alterar-se-ão inevitavelmente, mas de forma igualmente inevitável, as fracturas que o processo em curso está a provocar terão repercussões dolorosas e que se estenderão no tempo.
Os cidadãos da Madeira e do Porto Santo têm, entre mãos, uma oportunidade única. Uma oportunidade de forçar, através das suas escolhas, uma alternativa política que, no atual quadro partidário, só poderá ser representada pelo CDS-PP Madeira, referencial de unidade e de coesão. Essa unidade será reforçada no próximo congresso regional, que se realiza no próximo fim de semana e que reelegerá José Manuel Rodrigues.
A nossa responsabilidade é grande. Temos de assumir-nos como o maior partido da oposição e como a única alternativa segura nas eleições regionais do ano que vem. Temos de manter um discurso sereno, preenchido por propostas e por ideias. Temos de continuar a ouvir as populações e paralelamente, continuar também a prestar atenção ao que dizem os empresários, ao que dizem os técnicos, ao que propõem os especialistas.
Temos de manter a coesão interna e de continuar a assumir que o nosso adversário está lá fora e não no interior da nossa casa.
Se o fizermos, teremos condições de vencer as eleições legislativas regionais de 2015, porque é esse o caminho que deveremos apontar.
O Congresso do próximo fim de semana deverá, de igual forma, ser um momento mobilizador, que contribua também para mostrar, aos Madeirenses e Portosantenses, a importância de participar na vida política da nossa Região.
Termino como começo: nunca, desde 1976, os nossos concidadãos foram confrontados com a necessidade imperiosa de participar no processo político, como são nestes dias em que vivemos. Cabe também a nós, CDS-PP Madeira, passar essa mensagem.
Rui Barreto