Pela primeira vez atendi ao Amsterdam Dance Event, uma espécie de “meeting” de dj’s, produtores, editores musicais, jornalistas, programadores, donos de clubes, curiosos e de uma forma geral interessados nessa grande industria que é a música electrónica. Com base na bela cidade de Amesterdão, este evento decorreu durante quase uma semana no mês de Outubro, e foi, uma excelente forma de verificar que a industria respira saúde e transborda criatividade. O ADE (Amsterdam Dance Event) foi a resposta europeia à WMC (Miami Winter Music Conference), criado em 1996 foi pensado como uma forma de aproximar os artistas do público em geral, imaginado como uma partilha de ideias, conceitos, ou somente uma desculpa para curtir uma boa festa.
Com 350 mil participantes este é, certamente, um evento para as massas, desde a elite do Techno aos “Cybers” do Hard Style. O ADE é uma panóplia de estilos musicais e há de tudo para todos. Na curta semana que estive por Amesterdão tive tempo para atender a umas conferências de produção musical, workshops de audio e video (grandes novidades nesta área). Experimentei algum material novo disponibilizado pelas marcas e claro, fui a festas, e que festas! Começando pelo principio, os preços, por dois bilhetes de acesso, o habitual era pagar-se cerca 75€, mais algumas bebidas para nos mantermos no espírito, o orçamento em bom português “chegava a dentro”. Por outro lado os line-ups dos artistas compensavam, a música era incrível, o som muito bom, as luzes e efeitos visuais de uma maneira geral eram brutais. O grande destaque foi sem dúvida para os Deep Dish. Depois de quase 10 anos a seguir carreiras a solo, eles juntaram-se para uns gigs, e este em particular, o Loveland, em que estiveram a actuar durante 6 horas, foi digno de registo, foi incrível o som que saía das colunas estratégicamente montadas…bolas foi brutal!
A ideia que fiquei, é basicamente aquilo que sempre soube, um evento destes é tão bom, que funciona em vários planos, não só na parte educacional, mas também na parte cultural e na parte turística. Curti imenso o tempo que lá estive, o melhor de sair da zona de conforto, é que expandimos os nossos horizontes, ganhamos novas ideias e trazemos de volta algo que possa ser adaptado à nossa realidade. Nota máxima!
Michael C