A tentativa de diabolização do PSD-Madeira (e não só dos seus candidatos a líder como de todos quantos da organização fazem parte) com o firme propósito de vender à população a ideia de que não somos fiáveis de todo, tem sido muito interessante de observar. A ideia que se faz perpassar, como fundamento, é a de que somos todos responsáveis pelos males da Região ...sendo que quanto ao que está bem, tal só decorre de apoios que tivemos de terceiros e do facto de outros (que não só do PSD-Madeira) terem contribuído para tal. Doutro modo ... Assim sendo, defendem os apologistas desta tese, não é possível que alguém pense em apoiar seja quem for do PSD (creio que já estamos mesmo na fase do “vade retro Satanás” !), porque todos têm culpas no cartório (repito, só do que está mal, porque quanto ao que está bem ...) e nenhum é, portanto, digno de confiança. É assim, e qual suporte desta ideia, que, todos os dias, tudo se faz para tentar criar a ideia de que os militantes do PSD-Madeira (e os que o representam nas instituições mais diversas) são todos uns pulhas, pelo que ...”caros concidadãos ...criem vergonha na cara ... não votem no citado partido. Vejam o que fazem aqui. O que fizeram ali...”. Enfim, o arrazoado é total. É a propaganda (literalmente) no seu melhor (ou pior). Esquecendo-se (ou não tendo a mesma leitura) quando, à contrário, e só para citar um caso muito próximo, no plano nacional se defende e quase exalta “o novo messias” António Costa, ex-ministro de Sócrates (tal como outros da sua equipa) também eles (na perspectiva ora aplicada ao PSD-Madeira) responsáveis pelos mesmos “pecados e pecadilhos”. Mas sobre isso ... o silêncio é a palavra de ordem ! E quão à vontade estou nesta matéria, pois nunca concordei (e fiz questão de o dizer publicamente) com o que a “dupla” PC/PP fez ... que se assemelhou a um “não morre da doença, morre da cura”. Tão interessante, porém, quanto aquela ideia base de diabolização colectiva do PSD-Madeira, e qual metodologia conhecida de “uma no cravo, uma na ferradura” (não vá o “dito cujo” , por interpostas pessoas, leia-se eleitores, tecê-las !) ... tem sido também a tentativa de “mostrar” que, ainda assim, há uns que conseguem ser “mais diabinhos” do que outros, pelo que, a acreditarem em algum deles, “só em fulanos, nunca em sicranos”. É a hipocrisia no seu melhor ! Sabendo que “presunção e água benta ... cada um toma a que quer”, finalizo, dizendo que, com os seus (os meus e os de toda a nossa equipa) defeitos (mas também, passe a imodéstia, muitas virtudes), estamos, ao contrário da ideia que se tenta inculcar na Sociedade Madeirense, absolutamente conscientes da nossa capacidade (e legitimidade cívica e política) enquanto EQUIPA com um PROJECTO (e um LÍDER que é Cunha e Silva) de poder conduzir o processo de desenvolvimento integrado e integral da nossa terra e o de todos quantos aqui vivem ou escolheram viver. Mas mais. Estamos disponíveis para o demonstrar, discutindo, sem preconceitos de qualquer ordem e com quem e onde quiserem, as opções que defendemos e as razões substantivas das mesmas, para todas as áreas e sectores de actividade que obrigam ao desenho e implementação de políticas públicas.

Francisco Santos