Jorge Martins Então , que fazer ? Assistir ao triste espectáculo de zanga de comadres tipo , agarra-me senão eu vou-me a ele , protagonizado pelos “sonâmbulos” , delfins e quejandos do PPD, aguardando que dali saia algo que não mais do mesmo a que assistimos desde há , quase , quarenta anos ? Bem , não estarão à espera que eles “cuspam” em quem , agora , os financia , por eles e através deles enriquecidos num novelo de interesses de “famiglia” , com as zangas que os vários “capos” desencadeiam até à “entronização” de um novo Padrinho , após o que tudo se aquietará . Ou será que estão e , afinal , está tudo bem ? Do outro lado , (será?), e falando em organizações enquadradoras , não de ideias e projectos como seria desejável , mas , com pequenas e quase imperceptíveis diferenças , excepto as do protagonismo das suas individualidades , correndo todo o leque de possíveis opções , assistimos à mais indigente das imagens que a política pode conceber , ou seja , a negação do conhecimento , resumida nas visitas dominicais e à vez , ao buraco de estrada do costume . às zonas altas que pretendem que se tornem baixas , ao Norte despovoado porque a política do cimento e alcatrão fez estradas incentivando as pessoas a procurar o Funchal , ou nos , poucos,sítios em que as não há , às estradas , porque as populações ficaram isoladas e desprotegidas , na acrítica aceitação de um desorganizado ineficaz e ineficiente Serviço Regional de Saúde , incapazes de , por miopia política e interesse eleitoralista , de denunciar os Centros de Saúde sem médico , plantados a cada esquina , abúlicos e mudos perante a paupérrima preparação dos professores que dão aulas , em vez de ensinarem , nas nossas escolas que , ano após ano , “conquistam” os últimos lugares do “ranking” nacional , professores de inglês que não o sabem falar , de português que dão erros de palmatória na pronúncia e , por tal , na escrita e compreensão , desconhecendo a fonética como fundamental para a expressão , conhecimento , interpretação e , por isso , no ensino de qualquer língua , eu sei lá , um permanente deslumbramento entendendo-se , cada um por si , como “ l´ombelico dil mundo “, que não me parece ter solução , dando como exemplo aquele partido que vem perdendo votos consecutivamente desde as primeiras eleições , tendo obtido a , fantástica , percentagem de 2% nas ultimas e continuando a falar em nome do povo e dos trabalhadores que , imperialmente , o ignoram. É assim tempo , mais do que tempo , é imperativo aproveitando a folga que o “asficciador” ora nos dá , que os intelectuais , as pessoas , todos , pensem nas responsabilidades que cada um tem no encontrar de soluções para o desenvolvimento estruturado e saudável da Região , que a todos beneficiará , dando “folga” por alguns meses ao desporto regional de eleição , a bilhardice.