Todos os Portossantenses e população em geral têm consciência da importância dos transportes inter-ilhas.

A recente implementação do Cartão de Residente levantou um coro de protestos de todos os quadrantes, principalmente dos Portossantenses que não compreendem, o terem de provar a sua residência no Porto Santo.

Todos nós sabemos que ninguém é empresário para perder dinheiro, temos consciência que a cada ano temos vindo a perder, por via marítima, visitantes, escolhendo os madeirenses outros destinos ou pura e simplesmente não fazendo férias, devido à atual crise económica-financeira.

Ora, os Portossantenses e o seu pequeno comércio, têm vindo a sofrer com esta nova e preocupante realidade, que por arrasto tem trazido o desemprego, menor poder de compra e emigração.

Perante este quadro o que fazer? • Continuar a dizer mal do concessionário marítimo? • Dizer mal da Junta de Freguesia? • Dizermos mal uns dos outros? Claro que não. Os Portossantenses querem e exigem novas soluções, novas políticas.

Há que ter coragem e acabar com essa diferenciação entre o residente e o não residente, acabar de uma vez com o Cartão de Residente, que nada acrescentou ao Porto Santo, e criar uma tarifa única, e assumir de uma vez por todas com coragem, determinação e vontade, que tem de existir um subsídio ao passageiro (comparticipação pública), num valor máximo de 50%, que permita que mais pessoas possam visitar a nossa ilha e dinamizar o seu comércio e economia, criando mais postos de trabalho e fixando mais jovens.

Chega de brincadeira, o Porto Santo precisa urgentemente de um Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico, e não de mais taxas e “taxinhas”, que só servem para afugentar os empresários e investidores, do Porto Santo.

Roberto Silva