A comemoração de um aniversário é uma ocasião óptima para reflectir sobre o trabalho realizado, os projectos futuros e para familiares e amigos comungarem da alegria única que é o estar juntos. A comemoração do 101 º aniversário do Clube de Futebol União da Madeira no bonito Hotel Baía Azul, proporcionou aos cerca de 200 sócios e simpatizantes a alegria de estarem irmanados nesse espírito, num jantar cheio de mística e amizade. A Direcção do União SAD tem feito tudo ao seu alcance para proporcionar boas condições operacionais para que cada vez mais jovens pratiquem desporto de forma sustentada e saudável nesse clube. Também foi nesse sentido que foi firmada uma parceria com o Museu Cr7, visando ir mais além no apoio e desenvolvimento desse projecto. Muitos se interrogaram como é que o museu do melhor jogador do mundo (é como se fosse o próprio) se tinha metido neste “negócio”, talvez mais numa inveja pouco saudável, do que num apoio a um acordo de grande alcance, que virá a beneficiar muito a nossa juventude. Mas da nossa terra podemos esperar tudo, não é? Até de sócios e comentadores públicos que ainda há pouco estavam de “cama e pucarinho”, recebendo o vencimento de quem agora tanto desdém destilam. Que falta de chá. A jihad no Prolongamento?

Para outras cores mais garridas que de forma encoberta perderam tempo comigo, ainda bem que foi construída uma via que desce da Estrada Comandante Camacho de Freitas, passando no bairro social da Quinta Falcão, onde nasceu o melhor jogador do mundo e liga à estrada das Madalenas. Ainda recordo a ribeira que passava ao lado dos estaleiros da “falecida” firma João Augusto de Sousa, nos terrenos de bananeiras, canas-vieiras e um beco estreito que nos levava até ao Caminho do Laranjal, pois não havia passagem para baixo. Ainda bem que o erário público melhorou a qualidade de vida daquela zona, tal como o fez noutras zonas, como a Camacha, por exemplo…

Achei que o artigo de opinião de AJJ na ultima página do JM de terça- feira, tinha mais mensagens subliminares do que o normal. O que será que lhe vai na alma, agora que se apresta para deixar a liderança do seu partido, e depois de toda a novela vergonhosa em volta da detenção de José Sócrates? Será que a luta fraticida para a sua sucessão o deixou nostálgico e apreensivo? Será que ao ver o seu legado reduzido a 6 gomos de laranja mais ou menos amarga, o deixou com a noção de que se rodeou mal e confiou em quem não merecia? Será que a detenção preventiva de Sócrates e o circo à sua volta o fez recear alguma coisa mais grave? Pelo andar da carruagem, oxalá não venha a ser necessário terem que ser os que o combateram politicamente a vir defendê-lo dos seus antigos protegidos. Agora que está na porta de saída do partido e do governo, acho que merece mais consideração. Até breve.

João MM Castro