Vamos entrar num novo ciclo que não significa somente a mudança de líder. Obriga a que mudemos de vida, face às dificuldades por que passa o País e a Madeira também. A começar pelo Partido. Fundamentalmente no Partido. Dando o exemplo. E é por isso que temos vindo a sublinhar, desde a apresentação da nossa candidatura, a importância das pessoas. Porque, efetivamente, para nós, são as pessoas que contam. São as pessoas que estão no centro da nossa candidatura. Tudo o mais é instrumental. A economia, as finanças, a educação, a saúde. São as pessoas, sobretudo as que mais precisam, as que foram menos bafejadas pela sorte e as que, agora, fruto desta difícil conjuntura, sobrevivem em cima de muitas dificuldades. Os mais velhos, tão castigados por uma política insensível que os ostraciza. Os mais jovens, sem oportunidade e com a emigração como destino mais provável. Os pais, que tiveram gastos imensos para educar os seus filhos e sofrem com a frustração de tantos com a licenciatura realizada e sem o trabalho que merecem para poderem pensar legitimamente na sua vida. Os desempregados ou mesmo os que estando empregados e que já não conseguem fazer contas à vida. Disse em tempos, ao Primeiro-ministro de Portugal, que “para salvar Portugal não era preciso matar os portugueses”. Quantas vezes nos parece que, infelizmente, não está sendo esse o caminho seguido. Agora, mais do que nunca, temos de ser solidários com as pessoas. Activamente solidários. No Partido e depois no Governo, quando, como esperamos, tivermos essa responsabilidade. Por isso se diz que a mudança de ciclo não se faz só em torno da mudança de líder. Faz-se, também, porque temos de mudar de vida. Não haverá muito espaço neste Partido para quem só pense em si próprio, nos seus assuntos, nas suas conveniências, nos seus lugares. Comigo, o novo PSD estará bem menos recetivo a todos quantos apenas se preocupam com os seus interesses privados, pessoais e egoístas. Pelo contrário, ter-se-á que tornar como prioritário os outros, sobretudo os mais necessitados, focalizando a nossa ação no coletivo. É com este espírito que enfrentaremos este novo ciclo. Com a força de tanta gente a pensar como nós. Conscientes das dificuldades e preparados para darmos o melhor em prol da comunidade. É assim que deve ser um partido social-democrata. E assim será. Por decisão sábia dos nossos militantes.

João Cunha e Silva Candidato a líder do PSD/M