Miguel Ângelo No próximo dia 19 de Dezembro, apresentam-se à liderança do PSD-Madeira 6 candidatos distintos, cada um com o seu projecto de futuro para a Região Autónoma da Madeira. Ainda assim, mais do que o presidente de um partido, os militantes sociais-democratas terão nas suas mãos a escolha da próxima liderança política da Madeira, ou seja, do caminho que enquanto madeirenses querem percorrer no futuro. Embora todos os candidatos e suas equipas tenham os seus pontos fortes, apresentadas e defendidas acerrimamente pelos respectivos apoiantes, cinco das candidaturas assentam em dois pressupostos claramente contraditórios entre si. A eleição de 2012 e a sua capacidade de renovação do PSD. Como denominador comum, todas as candidaturas propõem-se a iniciar um novo ciclo político na Madeira, primeiro renovando os quadros do partido, e, de seguida, prolongando essa mudança para a nossa Região. Em 2012, com excepção de Miguel Albuquerque, todos os actuais candidatos foram escolhidos, e aceitaram integrar a comissão política de Alberto João Jardim. Mais revelador, dois dos actuais candidatos integram o Governo Regional, naturalmente tendo palavra e subscrevendo todas as suas decisões políticas. Pergunto aos 5 candidatos: O que mudou no PSD, desde 2012, para que a renovação se torne agora tão relevante? Pergunto aos 2 candidatos que integram o Governo: O que vos impede de colocar em prática hoje, as soluções que apresentam para o futuro da Madeira? São, também estas, as perguntas que coloco aos militantes do PSD Madeira, certo de que as suas respostas serão um sinal do caminho que, de ora em diante, querem percorrer – a verdadeira renovação de mentalidades ou aceitar que tudo fique como está.