Amílcar Gonçalves Como apoiante de Miguel Albuquerque gostei muito do texto apresentado no DN por Hélder Spínola, mas gostei mesmo. É bom ficar a saber que uma das franjas da nossa oposição mais esclarecida faz eco de boatos postos a circular por adversários internos na campanha para líder do PSD Madeira. Uma das primeiras coisas que saltam à vista é o receio que esta oposição, mais atenta e inteligente, tem de enfrentar Miguel Albuquerque nas urnas, pois sabe que não será uma disputa fácil e que os argumentos a esgrimir terão que ser outros que não apenas o Anti-Jardinismo. Vai daí e toca a amplificar teorias maquiavélicas, com recurso a triângulos, quadriláteros e até pentágonos amorosos, e haverá que dizer-se, recorrendo a uma figura de estilo circense muito interessante. Esta oposição ao alinhar nestas teorias fantasmas e desesperadas demonstra que não tem de facto armas políticas para enfrentar um futuro PSD liderado por Miguel Albuquerque. Outro facto interessante mas também preocupante é que esta oposição regional apresenta o mesmo problema que a oposição interna de Miguel Albuquerque, sobretudo se olharmos para certas candidaturas mais próximas do “status-quo”, à falta de políticas e de uma visão clara para o futuro, atacam cada qual e de uma forma pessoal, respectivamente o presidente do governo e o candidato à liderança do PSD. Terminaria, deixando ao escriba ambientalista um repto: aproveitando a figura de estilo circense tão bem utilizada, que os próximos textos pudessem eventualmente versar sobre fantoches, ventríloquos e malabaristas, e claro, sem malícia…