Marisa França O presidente do PS-Madeira julga que os madeirenses têm memória curta. Todos nos lembramos o que se passou na Câmara do Funchal com o Sr. Victor Freitas a instrumentalizar tudo e todos para ficar com toda a vereação socialista. Com isso afastou Gil Canha do PND, Edgar Marques do PTP e a independente Filipa Jardim Fernandes. Isto porque algumas medidas da Câmara e, em particular, destes vereadores colidiam com os interesses instalados do PS e com as aspirações das girls e boys socialistas. Lembram-se da história do aluguer do Mercado dos Lavradores para um evento do PS, em que Gil Canha exigiu antecipadamente o pagamento como é regulamentar? Pois, o líder do PS que, também, pensa que manda nos Paços do Concelho, passou-se e exigiu a cabeça do vereador do PND. E teve-a para seu gáudio e dos que se sentiam lesados com a disciplina nas esplanadas e praças da cidade. O Victor Freitas quer mandar em tudo e quase dava cabo da Coligação Mudança. E a procissão ainda vai no adro, pois vem aí o Orçamento para 2015 e não se sabe o que se passará na Assembleia Municipal. E a sua ambição não tem medida. Veja-se agora, o que se passou com a possibilidade de uma coligação como CDS. Enquanto o presidente deste partido teve a humildade de abdicar de uma candidatura a Presidente do Governo em nome do interesse maior que era a Mudança política na Madeira, o presidente do PS teima arrogantemente em chefiar uma candidatura, sem hipóteses, à Quinta Vigia. Pôs os seus interesses pessoais à frente dos superiores interesses regionais. Já se sabe que vai arregimentar uns partidozecos sem expressão para uma coligação; vai encomendar umas sondagens à medida para dizer que ele é o melhor de todos e vai ressuscitar a “Mudança” a ver se o povo cai de novo, mas julgo que desta vez as pessoas não terão a memória curta e castigarão quem se cega com a ambição e prejudica a Madeira e os Madeirenses.