Cristina Fernandes Os madeirenses ainda se recordarão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas de 2007 que provocou eleições antecipadas na Madeira e conduziu Alberto João Jardim à maior maioria absoluta da sua história. Uma Lei que retirou, injustamente, avultadas verbas à Madeira e concedeu-as aos Açores. Era Primeiro-Ministro José Sócrates e o número dois desse Governo era António Costa que, agora, é candidato a líder do PS e a Primeiro-Ministro. Isto mesmo, foi lembrado nas primárias do PS entre Seguro e Costa pelo presidente do PS-Madeira, Victor Freitas. Na altura, declarou que naquilo que se referia à Madeira, confiava plenamente em António José Seguro e assustava-se com António Costa. Não sei se Victor Freitas já mudou de opinião, mas pelo sim pelo não, convém os madeirenses estarem de pé atrás. Escrevo esta carta depois de ver na RTP-Madeira uma sessão de esclarecimento, julgo que realizada na Reitoria da Universidade, onde vi uma plateia que me assustou. Tal como no Continente, também, na Madeira a ascensão de António Costa é o regresso da tralha socrática. Os Martins, os Fernandes, os Caldeiras, os Trindades, estavam lá todos e a ofuscar os jovens turcos liderados por Victor Freitas. Ou muito me engano, ou o actual líder do PS começa a ser cercado pelos dinossauros socialistas e vai ter que tomar cuidado. Assim como os madeirenses têm que estar atentos a este António Costa que foi um dos defensores da revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas que prejudicou os cidadãos e, apenas, beneficiou Alberto João Jardim e o PSD.