Gaudêncio Figueira É algo difícil e, muitas vezes, acarreta elevadíssimos custos colectivos. Fazendo-se uma leitura pragmática da nossa história apercebemo-nos, facilmente, daquilo que representou para o Reino a aventura de um místico – D. Sebastião - que, tendo encontrado um IN externo em quem bater, foi-se a ele. Tinha-o à mão, ali mesmo do outro lado do mar. O Poder, hoje, não vem Deus, mas as Suas “estruturas” terrenas, por vezes, parecem ainda suportar místicos com matriz psicológica próxima do D. Sebastião. O JM, título identificado com a Diocese há anos, fomenta a confusão nos espíritos por não sabermos onde começa a Diocese – logo a Fé em Cristo e a sua identificação com o PAPA FRANCISCO - e acaba o pensamento do Sr. Dr. Alberto João. A interligação patente no JM sugere um Sebastianismo séc. XXI. Estando em causa a sucessão de S. Exª a questão põe-se com muita acuidade. Hoje o poder vem do voto. Cabe-nos, por isso, acompanhar aquilo que, os candidatos à sucessão e, quem sai de cena, dizem do passado e propõem para o futuro. Dia 12 p.p., na opinião do DN, S. Exª o Sr. Vice Pres., dirigiu uma carta aos militantes. Findo o 1º parágrafo o texto passa a dirigir-se a todos os madeirenses. A litania a favor dos desfavorecidos também lá estava. Tínhamos ali o potenciar de eterna confusão entre partido e governo. É um “culto” velho de 38 anos. Enganaram-se os militantes. Não explicava como organizaria o partido. Reduziria sedes, para baixar custos? O Jackpot gerado nos impostos é um escândalo? Como mobilizar mais pessoas no partido? Nem uma palavra sobre isso, embora as eleições sejam para o PPD. Também a 12, no JM, S. Exª. o Sr. Pres., responsável desde 1978 pelo GR, quanto a mim bem, pois está convicto de que deixará obra meritória, fala-nos da necessidade imperiosa que sentiu de fazer dívida para tirar os madeirenses do “rabo da lancha” do progresso. Acha que a crise foi responsável por não lhe concederem mais crédito. Nestas circunstâncias e quando o Estado nega colonialmente a Autonomia, viu-se obrigado a assinar o PAEF. Pergunta-se: estes dois Srs. pertencem ao mesmo governo? Há quanto tempo não falam um com o outro? Um - o Vice - fala do futuro. Outro fala do passado. Esperemos que se encontrem em breve, para nos dizerem como deste passado nos levarão ao futuro. Um místico que acreditou, tal qual como em 1580 D. Sebastião na derrota dos mouros, que nunca assumiria responsabilidades financeiras, sente-se infeliz. A diferença é que o séquito que acompanhou D. Sebastião fê-lo até ao desastre final. Hoje, ninguém o fará. Os cidadãos – sucessores dos antigos súbditos – não se contentam com demagogia a favor dos desfavorecidos. Têm direito a mais que isso.