Andei por mim, depois do meu último texto, refletindo sobre muitas situações que anteriormente tinham acontecido, e outras que se foram desenrolando. A primeira reflexão é a inegável verdade, que nestas eleições para o PSD-Madeira, existirem um “n” número de candidatos, para todos os gostos. Eu pessoalmente estou com o Sérgio Marques, e tenho vários “amigos”, sim poucos mas tenho, e muitos conhecidos em todas as demais. Uma coisa tenho certeza de que somos, pelo menos assim acredito, todos sociais-democratas. Como assim sou, como outros os certamente o são, também nestas candidaturas ao PSD Madeira o que mais diferencia os candidatos é a sua “forma de estilo”, o seu contar de “espingardas” a sua capacidade de mobilizar as várias sensibilidades dentro do partido. Na suma, e na realidade além do estilo e dos apoiantes, são poucas as clivagens em assuntos estruturantes, e não me refiro a decisão politica de mais ou nemos Hospital, de mais ou menos PAEF, do CINM, do subsídios ao Desporto, de ligações ao Continente e a Europa, das relações com as outras ilhas da Macaronésia. Com algumas ressalvas todos têm ideias próximas, obviamente que têm! Somos todos da mesma família política. Vejo que estas eleições têm colocada a Oposição, a Mudança (que nada faz e assim mudou de ação para marasmo), as outras forças politicas a discutir, ou a mal dizer de todo este grande dever cívico de escolha de um líder, que deverá depois ser capaz de agregar todos, sem exceção. A razão deste interesse dos outros em nós é fácil de se entender. Somos aqueles que temos uma cultura de poder, de fazer, de criar, de agir, e temos isto porque em todas as candidaturas existem quadros técnicos de valor acrescentado, de valor inegável, que estão dispostos em ajudar a nossa região. Caberá ao Sérgio, espero eu, ou a qualquer um dos outros ser capaz de trazer o partido para dentro de casa, e pedir a intervenção de todos em benefício da Madeira. Por outro lado, alguns sectores do PSD-M querem ser alternativa mas comportam-se como de quem criticaram, não dando lugar à pluralidade, pois alguém na sua “sapiência” decidiu, de forma a meu ver, antidemocrática ser dono da verdade, e não dar espaço a companheiros de outras sensibilidades, com a clara intenção de que no Congresso em janeiro do ano que vem, as freguesias não sejam uma pluralidade. Não havendo método de hondt, a lista que é eleita a que tem mais votos. E com listas únicas que alguns ditos democratas na surdina cozinharam e querem e assim o fizeram, não haverá espaço à pluralidade. A verdadeira alteração de paradigmas, de políticas e de políticos, desses não me esquecerei! Nem eu, nem outros como eu, que não são carneiros e ainda possuidores de sentido de crítica. «O que verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo, simples e bom, não confia nos homens que hoje tão espectaculosamente estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça.» In “Distrito de Évora” texto de Eça de Queirós, escritor, 1845-1900, atual que foi então atual que é hoje…. Um bem hajam a todos.

Paulo Pita da Silva