Jorge Martins Então e os outros ? Quero dizer, todos, os outros. Os dos Partidos mas, muito particularmente , os que sempre fogem com o “dito à seringa”, “nunca”(?) tendo votado em nenhum partido, quando questionados, mas questionando a posição de um de cada vez, consoante o interlocutor, mas que, invariávelmente, poucos meses após a realização das eleições, apelidam de MENTIROSOS, sejam eles quais forem, desde que a governação a curto prazo lhes transtorne os planos que haviam feito com o ganho que desta vez aqueloutro partido, ora ganhador, havia prometido fazer e afinal não faz, porque os mentirosos, em quem pelo mesmo motivo, o seu, não o do país, benefício tinham então votado, “levou isto ao fundo”, embora “ eu nunca tenha votado neles”, nuns, nos outros, ou noutros quaisquer. Digamos que este é o “caldo” da nossa democracia. cada um por cada qual e ninguém por evidentemente, assim fala o povo. E quem é que o entende ? Aliás, com o exposto, será mesmo realmente possível entendê-lo? Então ele, o povo, que vota no “gajo porreiro” que dá o jeito nas Finanças, na Segurança Social, na Câmara, na Junta, nunca naquele mal encarado que até é primo da minha mãe, ou enteado da minha tia, ou namorado da minha prima, ou amigo da amiga do meu cunhado e que me trata do mesmo modo que aos outros, depois quando o eleito em quem votou o gajo porreiro, não o “moncudo” que não sabe distinguir os que devem ser tratados de modo diferente, deferente diria, quando eleito e passa a beneficiar a prima , o irmão, o namorado da sobrinha, o Sr. Pancrácio que lhe faz uns jeitos ou lhe engorda a conta bancária, enfim, faz o mesmo que fazia e que o levou a ser eleito, passa a corrupto, excepto se me fizer algum jeito a mim, pois !!! Mas voltemos à “vaca fria”. E os candidatos da (inexistente) oposição, dizem o quê? Que modelo de desenvolvimento, diferente do aplicado até agora, propõem para a Região? Que alterações fariam na política de Educação, nomeadamente na estrutura do ensino em todas as suas dimensões, desde o pré-escolar ao superior, mas específicamente, dadas as especificidades da Região, o que propõem para o ensino profissional e universitário? E em relação à Pesca? E ao Turismo? E à agricultura? E na Saúde , como , conjugar mais e melhores cuidados com menos gastos ? Afinal, o quê ?