João Francisco Andrade Imagine esta chapelaria numa Ilha sua conhecida. Organizar umas eleições e controlá-las com o secretariado ligado a uma candidatura como aconteceu há poucos anos, não é uma chapelaria? Nessas eleições só um candidato teve acesso aos dados de militantes ? Isto é normal? Nessa ilha e sob a orientação do tal secretariado a chapelaria é tão grande que dizem que aproveitam os votos brancos para escrever o nome do candidato afecto. Dizem inclusive que os mortos continuam inscritos para que os boletins sejam aproveitados. Nessa chapelaria é normal telefonar a pessoas para votar mesmo sem as quotas pagas porque alguém do secretariado valida. A CHAPELARIA CONTINUA EM MODA E TUDO ESTÁ A ACONTECER NOVAMENTE E COM MAIS NOVIDADES DE CHAPÉUS. Nessa ilha numas eleições já em campanha, um secretário geral/candidato tem conhecimento de mails e telefones dos militantes e manda convites para reuniões de campanha. Alguns candidatos com amigos infiltrados nesse secretariado também têm acesso a esses dados pessoais, outros não. Não será chapelaria não existir uma comissão eleitoral para organizar essas eleições, em vez de um secretariado ligado a um candidato? Não será chapelaria organizar um regulamento para essas eleições com um prazo para apresentação de listas que não corresponde aos estatutos do partido? Não será chapelaria quando alguns candidatos estão em funções governativas e diariamente têm cobertura da comunicação social em detrimento dos restantes? Não será chapelaria o Presidente utilizar um jornal pago por todos os cidadãos, para denegrir a imagem dos candidatos( que não gosta) à sua sucessão? Não será chapelaria tudo isto numa ilha perto de si? Será que os militantes gostam de enfiar assim o chapéu? Eu não enfio mais. Vou mudar de chapelaria, ou seja, de secretariado.