A independência pessoal não se proclama. Vive-se naturalmente como o ar que se respira. Ao longo da minha vida – e com excepção de alguns meses no início de carreira e dos anos em que estive ao serviço da causa pública na presidência da C.M.F. -, sempre trabalhei como profissional independente. Por uma questão de opção nunca trabalhei por conta de outrem, nunca engendrei, por via política, um emprego no governo; nunca estive profissionalmente ao serviço de qualquer grupo económico ou empresarial. Nos anos em que estive por via electiva ao serviço da causa pública e também como profissional liberal, percebi que a administração pública regional e local tem óptimos trabalhadores e quadros técnicos, com verdadeiro sentido de serviço à causa pública. Tenho também uma especial admiração pelos empresários madeirenses – sobretudo pequenos e médios – que lutam diariamente para criar riqueza e preservar postos de trabalho num ambiente de crescentes dificuldades económicas, burocráticas e fiscais. Prezo muito a minha liberdade cívica e política, e não devo favores a ninguém. Sempre trabalhei para ganhar a minha vida. E nunca vivi à sombra de qualquer “lobby” político ou económico. Não tenho feitio, confesso, para ser pressionado nem para fazer fretes. Há quem utilize, no actual ambiente eleitoral interno, e na falta de argumentos válidos, a pequena insinuação reles como arma de arremesso político. Deve ser piada. Comigo é tempo perdido.

Miguel Albuquerque Candidato a líder do PSD-M