Carlos Freitas Não existe nenhuma explicação, pelo menos lógica, aceitável e credível, que justifique o aumento de quase 21% em número de mortos na Madeira! O argumento do nosso Presidente de que o aumento de 21% da mortalidade (de um ano para o outro!) se deve ao envelhecimento da população é tão lógico e verdadeiro como afirmar-se que num ano uma pessoa é um jovem saudável de 30 anos e no ano seguinte a mesma pessoa já é um idoso doente com 80 anos. Não tem lógica e não é verdade! A Madeira não está em guerra, não tivemos nenhuma catástrofe natural, não tivemos Dengue, Gripe A ou Ébola e não tivemos uma onda de assassinatos e suicídios à moda da América do Sul. Temos um decréscimo de população devido à emigração forçada de milhares de pessoas. Com estes factos, como é possível chegarmos a um aumento de quase 21% no número de mortos? Em 2014, temos os mesmos hospitais, basicamente com as mesmas condições e valências que tínhamos em 2013 e reforçados com investimentos gigantescos. Continuamos a ter os mesmos de Centros de Saúde. Continuamos a ter os mesmos médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde. Se tudo continua na mesma, com os mesmos “chefes”, se houve investimentos gigantescos, se os profissionais são os mesmos, se a população é a mesma, como é que a nossa mortalidade aumentou para esta pouca vergonha? Como é que se explica que, por cada 100 pessoas que morreram no primeiro semestre de 2013, morreram 121 em 2014 no mesmo período do ano? Os números não mentem e deviam ter dado lugar a consequências! Os erros de gestão, as opções erradas, o dar “carta branca” a personagens sinistras para fazerem o que quisessem, o persistir nos erros, levaram-nos a estes números desgraçados. Um governo regional que apresenta estes valores em relação à saúde da sua população devia, em primeiro lugar, pedir PERDÃO(!) e os responsáveis políticos e operacionais por estes números deviam, por sua iniciativa, pedir a imediata DEMISSÃO(!) dos seus cargos. No caso de não terem a decência moral e a dignidade exigida para assumir as suas responsabilidades pela gravidade dos factos, o Presidente do Governo Regional devia ter a coragem de os demitir imediatamente, demarcando-se assim de uma situação que mancha de “vermelho sangue” o seu último governo. “A culpa irá morrer solteira”, mas bem acompanhada… Levará umas centenas de madeirenses que não tinham que morrer.