Não me candidato contra ninguém, mas porque tenho um projeto de ideias próprias, porque tenho comigo uma equipa vasta, capaz, competente e empenhada. E porque creio poder ser o líder que o partido precisa. Para fazê-lo reencontrar-se com as vitórias. Para reanimar e trazer a esperança de novo a todos os militantes.

Quero um Partido vencedor. Um Partido conforme a sua matriz. Interclassista. Que qualquer período de larga abertura de porta não permita alterar o seu ADN.

Um Partido Social-Democrata, à nossa maneira.

Quero um Partido reforçado em todos os concelhos onde pretendo reintroduzir organismos concelhios, garantindo-lhes mais força e mais autonomia.

Nessa perspetiva defendo a Revisão da Lei Eleitoral visando o regresso dos círculos eleitorais por concelho de modo a aproximar os eleitos dos eleitores e a que todos se sintam efetivamente representados no Parlamento. E não achem que os seus hipotéticos lugares são “roubados” no Funchal por gente da estrutura partidária, normalmente eleitos a reboque do líder, quantas vezes sem a representatividade exigível para o efeito.

Quero um Partido que trate com consideração todos quantos o serviram lealmente. É da união entre os que deixaram de exercer e os que, agora, desempenham funções, que se faz um partido mais sólido e mais forte.

Não compreendo nem aceito que se trate de forma diferente quem ganha e quem perde eleições. É preciso entender que o PSD é dos que ganham e dos que perdem.

Sem descriminação. Porque precisamos do contributo e da experiência de todos para os difíceis desafios que se avizinham. Defendo, por isso, a criação de um Gabinete de Apoio Autárquico que ajude na estratégia de intervenção dos autarcas de cada concelho e que seja a âncora de que todos precisam, principalmente aqueles que se encontram abandonados à sua sorte, reclamando da orientação necessária para que, em próximas eleições, possam vencer.

Quero um Partido orgulhoso do seu passado, mas disponível para a mudança que os tempos impõem e exigem.

Quero um Partido moderno e preparado para os novos tempos, os novos paradigmas, as novas questões, as novas solicitações.

Quero um Partido que cuide do presente e dos mais velhos e encontre respostas para o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos.

Quero um Partido solidário com os mais fracos, com os que mais precisam.

Quero um Partido competente, com quadros capazes.

Quero um Partido lutador, empenhado e determinado em matéria autonómica.

Quero um Partido aberto, distendido e democrático.

Quero um Partido vencedor e unido.

Quero um Partido identificado com os Madeirenses, sendo de novo o seu porta-voz.

Quero um Partido jovem que, sem paternalismos, acredita na sua juventude.

Quero um Partido que fale claro, de assuntos que o povo entenda e tenham que ver com a vida das pessoas.

É este o PSD que estará preparado para os desafios que aí vêm. Por forma a podermos dar mais alegrias aos nossos militantes e mais esperança a todos os madeirenses.

João Cunha e Silva