Refletir sobre o Congresso “O Desporto e o Mar”, não é apenas uma reflexão sobre a prática desportiva no mar Realizou-se no início deste mês a 3ª edição do congresso sobre o desporto e o mar, numa organização conjunta da Universidade da Madeira e do Clube Naval do Funchal e intitulado “O Desporto e o Mar: um mar de oportunidades”. Interessa-nos refletir sobre esta realização e abordar o “mar de oportunidades” que oferece a maior e mais próxima instalação desportiva ao dispor da população da Madeira e do Porto Santo. Em primeiro lugar, convém sublinhar que este congresso anual tem, nas sucessivas edições, abordado os desportos náuticos e as atividades desportivas e recreativas no mar, mas sempre procurando uma abordagem numa perspetiva integrada e falando de oportunidades que se oferecem num lato espetro e não propriamente restrito à prática desportiva em si. Ao falar-se da prática desportiva no mar, abordaram-se as condições de entrada no mar, que devem ser seguras e de fácil acesso, não esquecendo a população com mobilidade reduzida; a ligação da cidade do Funchal ao mar e as implicações ao nível dos planos urbanísticos; como a prática de diferentes atividades desportivas podem ajudar a criar emprego direto e indireto (são exemplo disso a construção e reparação de pranchas de Surf, Padle e Bodyboard e também a área de serviços relativos a dormidas, alimentação e transportes); como a realização de grandes eventos no mar (Swimmarathon e outras provas de natação no mar, de participação massiva), em que a Madeira tem condições de clima e de temperatura da água do mar extremamente competitivas face a mercados situados mais longe dos centros emissores deste tipo de praticantes e dos familiares que os acompanham; pudemos refletir sobre o que representa a passagem pela Madeira de uma regata como a TRANSAT, pelo número elevado de acompanhantes que vêm esperar os velejadores e se mantêm durante uma semana alojados e a desfrutar, como turistas, da terra onde aportaram os seus familiares velejadores; ou como a passagem de uma regata de grandes veleiros pode significar o despertar de paixões pelo mar, representando ainda uma oportunidade de publicidade do destino Madeira e venda de serviços aos tripulantes. Tudo isto significa que estas atividades podem ter um resultado económico, social e desportivo significativo para a Madeira, como aliás ficou demonstrado, de forma clara, pelo estudo, realizado sobre a passagem da regata TRANSAT, e divulgado num dos anteriores congressos. Mas o mar é “UM MAR DE OPORTUNIDADES”, igualmente para a criação de empresas dedicadas ao mergulho, como já existem algumas na Madeira e Porto Santo, mas igualmente para o mergulho científico e para a fotografia subaquática, como também para a criação de escolas de Surf, Bodyboard, Windsurf e Padle, constituídas numa ótica de serviços à população, mas também de oferta de serviços de qualidade aos turistas e junto das unidades hoteleiras. Como referi anteriormente, refletir sobre o Congresso “O Desporto e o Mar”, não é apenas uma reflexão sobre a prática desportiva no mar, mas sim refletir sobre os estudos e os debates que ocorreram sobre tudo o que constitui oportunidades para a ação, mas também sobre os constrangimentos para essa mesma ação, considerando a prática desportiva, a preparação para essa mesma prática, a realização de atividades de lazer e recreação, de eventos e atividades, o enquadramento e acompanhamento dessas mesmas atividades e no que tudo isto derrama ao nível da educação da população, oportunidades de emprego e de iniciativa empresarial neste sector e o benefício para quem habita nesta terra. Para a Universidade da Madeira, e nomeadamente para os docentes e alunos dos cursos de Educação Física e Desporto, o congresso vem constituindo um desafio para o estudo destas temáticas e uma oportunidade de divulgação de estudos realizados. Não menos importante para a Universidade da Madeira é o facto de este congresso permitir uma interação com várias instituições e investigadores de diferentes áreas e nacionalidades que têm o mar como centro dos seu estudos e trabalhos, que contribuem para o entendimento do ecossistema mar e como é importante a manutenção do equilíbrio ecossistémico de modo a garantir as oportunidades aqui referidas. Para isso é necessário atender à preservação deste importante espaço natural, de modo a garantir a sua qualidade. * Pró-reitor da UMa João Prudente *

Refletir sobre o Congresso “O Desporto e o Mar”, não é apenas uma reflexão sobre a prática desportiva no mar

Realizou-se no início deste mês a 3ª edição do congresso sobre o desporto e o mar, numa organização conjunta da Universidade da Madeira e do Clube Naval do Funchal e intitulado “O Desporto e o Mar: um mar de oportunidades”.

Interessa-nos refletir sobre esta realização e abordar o “mar de oportunidades” que oferece a maior e mais próxima instalação desportiva ao dispor da população da Madeira e do Porto Santo.

Em primeiro lugar, convém sublinhar que este congresso anual tem, nas sucessivas edições, abordado os desportos náuticos e as atividades desportivas e recreativas no mar, mas sempre procurando uma abordagem numa perspetiva integrada e falando de oportunidades que se oferecem num lato espetro e não propriamente restrito à prática desportiva em si.

Ao falar-se da prática desportiva no mar, abordaram-se as condições de entrada no mar, que devem ser seguras e de fácil acesso, não esquecendo a população com mobilidade reduzida; a ligação da cidade do Funchal ao mar e as implicações ao nível dos planos urbanísticos; como a prática de diferentes atividades desportivas podem ajudar a criar emprego direto e indireto (são exemplo disso a construção e reparação de pranchas de Surf, Padle e Bodyboard e também a área de serviços relativos a dormidas, alimentação e transportes); como a realização de grandes eventos no mar (Swimmarathon e outras provas de natação no mar, de participação massiva), em que a Madeira tem condições de clima e de temperatura da água do mar extremamente competitivas face a mercados situados mais longe dos centros emissores deste tipo de praticantes e dos familiares que os acompanham; pudemos refletir sobre o que representa a passagem pela Madeira de uma regata como a TRANSAT, pelo número elevado de acompanhantes que vêm esperar os velejadores e se mantêm durante uma semana alojados e a desfrutar, como turistas, da terra onde aportaram os seus familiares velejadores; ou como a passagem de uma regata de grandes veleiros pode significar o despertar de paixões pelo mar, representando ainda uma oportunidade de publicidade do destino Madeira e venda de serviços aos tripulantes.

Tudo isto significa que estas atividades podem ter um resultado económico, social e desportivo significativo para a Madeira, como aliás ficou demonstrado, de forma clara, pelo estudo, realizado sobre a passagem da regata TRANSAT, e divulgado num dos anteriores congressos.

Mas o mar é “UM MAR DE OPORTUNIDADES”, igualmente para a criação de empresas dedicadas ao mergulho, como já existem algumas na Madeira e Porto Santo, mas igualmente para o mergulho científico e para a fotografia subaquática, como também para a criação de escolas de Surf, Bodyboard, Windsurf e Padle, constituídas numa ótica de serviços à população, mas também de oferta de serviços de qualidade aos turistas e junto das unidades hoteleiras.

Como referi anteriormente, refletir sobre o Congresso “O Desporto e o Mar”, não é apenas uma reflexão sobre a prática desportiva no mar, mas sim refletir sobre os estudos e os debates que ocorreram sobre tudo o que constitui oportunidades para a ação, mas também sobre os constrangimentos para essa mesma ação, considerando a prática desportiva, a preparação para essa mesma prática, a realização de atividades de lazer e recreação, de eventos e atividades, o enquadramento e acompanhamento dessas mesmas atividades e no que tudo isto derrama ao nível da educação da população, oportunidades de emprego e de iniciativa empresarial neste sector e o benefício para quem habita nesta terra.

Para a Universidade da Madeira, e nomeadamente para os docentes e alunos dos cursos de Educação Física e Desporto, o congresso vem constituindo um desafio para o estudo destas temáticas e uma oportunidade de divulgação de estudos realizados.

Não menos importante para a Universidade da Madeira é o facto de este congresso permitir uma interação com várias instituições e investigadores de diferentes áreas e nacionalidades que têm o mar como centro dos seu estudos e trabalhos, que contribuem para o entendimento do ecossistema mar e como é importante a manutenção do equilíbrio ecossistémico de modo a garantir as oportunidades aqui referidas.

Para isso é necessário atender à preservação deste importante espaço natural, de modo a garantir a sua qualidade. * Pró-reitor da UMa

João Prudente *