Alexandre Alves O PS e o seu líder regional parecem deslumbrados. Tiveram um bom resultado nas eleições autárquicas e há rasca lá conseguiram eleger uma deputada ao Parlamento Europeu. Esquecem é que as coisas não estão a correr bem nas Câmaras que ganharam.

No Porto Santo, é um pandemónio com trapalhada atrás de trapalhada. Em Machico, a coisa não ata nem desata e o descontentamento é latente. No Porto Moniz, o presidente já pede que o povo não cobre tudo de uma vez porque as muitas promessas que fez são para cumprir em quatro anos. No Funchal, o PS conseguiu segurar a unidade da coligação e o presidente da Câmara lá vai disfarçando os problemas e a estagnação, com sorrisos e o orçamento participativo. A coisa, portanto, não está famosa para os socialistas e há mesmo quem ache que mudou para pior. Mas isso ver-se-á daqui a 3 anos nas eleições autárquicas. Agora, o que interessa são as eleições para a Assembleia e Governo do próximo ano. O deslumbramento o líder do PS leva-o a perder o discernimento e a lucidez. Recusa uma coligação proposta pelo CDS se não for ele o candidato a Presidente do Governo. Mas será ele capaz de convencer os madeirenses quando não foi capaz de convencer os militantes e simpatizantes do PS a votarem em António José Seguro? É que levou um banho dos grandes, mas pelos vistos não aprendeu nada. Gostaria de ouvir as opiniões de socialistas que respeito, como Luís Amado, António Trindade e Carlos Pereira sobre esta ambição desmedida do líder do PS que pode matar a oportunidade de mudar politicamente a Madeira no próximo ano.