A questão principal à qual a escolha dos militantes sociais-democratas terá de responder é a de saber quem é que, efetivamente, tem condições e capacidade para resolver as questões concretas que afetam a Região, considerando o perfil, o programa e os projetos de cada um. O debate até aqui realizado, permitiu perceber que, parte dos candidatos apresenta bons diagnósticos, debita “slogans”, diz o que o povo, aparentemente, gosta de ouvir, mas é incapaz de apresentar soluções sustentadas, exequíveis e criadores da necessária mobilização para um projeto comum. O que está em causa, meus amigos, é dizer a verdade. O que está em causa é apresentar propostas adequadas à nossa realidade e circunstâncias internas e externas. O que está em causa é não prometer sem hipóteses de concretizar. Sabemos muito bem que entraremos num novo ciclo no partido mas, também, um novo paradigma para a governação da Madeira. O tempo das grandes obras acabou, sem prejuízo de algumas que faltam fazer e terminar. Não só porque estão respondidas as principais necessidades, como, também, pelo fato das prioridades dos fundos europeus se inclinarem para o rumo da inovação e do conhecimento. O futuro passará por pequenas obras, muitas delas sociais, que constituirão, elas próprias, uma grande obra. A questão do novo hospital entra precisamente neste tema. É óbvio que o novo hospital é uma infraestrutura necessária para a Madeira, o problema é que neste momento não há condições financeira para a Região, sozinha, suportar a construção de um novo hospital. O nosso compromisso é o de tudo fazer para criar condições, nomeadamente através da mobilização das forças políticas e sociais da Região para que se consciencialize o Estado de que o novo hospital deverá ser classificado como projeto de interesse comum. Há quem diga que “tem de haver dinheiro”. Essa é uma postura irresponsável e irrealista, de alguém que desconhece os dossiers e é tecnicamente incapaz de liderar a Região. Precisamos consolidar a sustentabilidade da Região através, principalmente, de seis caminhos: turismo, transferências da União Europeia, investimento estrangeiro, remessas dos emigrantes e nova fórmula das transferências do Estado. Não podemos pensar mais à frente sem garantir as receitas para assegurar as responsabilidades da Região, combater o desemprego e diminuir os esforços fiscais às famílias e empresas. Nos próximos tempos precisamos de uma governação que corresponda aos anseios de todos e não para alguns apoiantes. Nos próximos tempos as ambições pessoais e as carreiras políticas devem ser relegadas para segundo plano a favor do que é mais importante: a Madeira e os Madeirenses. Não podemos confiar no “tem que haver” no “vamos ver se…”. É preciso conhecer, é preciso estudar os dossiers, é precisa experiência para os grandes desígnios que a Região enfrentará e é preciso capacidade para resolver, em concreto, a vida das pessoas. Da nossa parte, com virtudes e defeitos, apresentamos o perfil, maneira de ser e atitude que sempre tivemos, que vamos manter na fase de campanha e que manteremos quando eleitos. Não mudamos para ser candidatos, não mudaremos depois de eleitos. Temos vasto conhecimento da nossa realidade concreta, do estado e das dificuldades dos dossiers e temos propostas sustentadas e realistas para resolver os problemas, sem deixar de romper com o que tem de ser rompido, mudando o que tem de ser mudado. Temos a motivação e o empenho de quem começa, liberdade de propor e decidir sem qualquer constrangimento que não seja o da nossa consciência, das nossas ideias e princípios e do mandato popular. Em liberdade e com responsabilidade, não enjeitamos o passado, mas também não nos deixaremos condicionar para o futuro. Mudaremos sem medo e com coragem e governaremos para um tempo novo.
Manuel António Correia