É hora de abrir regos nesta espécie de movimento que junta praças, povo e pau de poncha, esse PPPdP que, dada a febre que por aí anda, não tarda que seja reduzido a partido.
1. Importa peguilhar com quem tudo está a fazer para garantir a sobrevivência do caos instalado. Não é de agora que a Madeira é ingovernável. E não será por aparecerem mais fenómenos eleitorais que a coisa piora. O sinal de alarme surge na sondagem encomendada pelo PS e nem tem a ver com o futuro. Constatar que, mesmo em agonia, o PSD ainda ganha é, no mínimo, dramático. A democracia está em coma.
2. A ‘Praça do Povo’ contribuiu para a zoada da semana. Uns contestam o nome, mas antes do povo que de um ex-governante qualquer. Outros revoltam-se porque sim, está na moda e dá ‘likes’. Uns esperam que o mar leve os milhões investidos e traga o calhau de volta sem custos. Outros anseiam que a obra dê votos. Podem todos ter razão, mas ignoram a origem - que não a natureza - de todos males. Afinal, quem deu sempre maiorias ao partido dos túneis, das PPP, das vias rápidas e dos lobbies do betão, alcatrão e areão e legitimou caprichos? Quem comeu à mesa farta do Orçamento, arrotou desprezo, e foi cúmplice das ‘chapeladas’, só agora é que deu conta que a mama secou? Quem criou o monstro que dê cabo dele. Até lá, o homem sonha, a obra nasce e o povo é que paga.
3. Por atremar está o revisionismo que se envergonha do ‘caralhinho’. A agência de informação portuguesa admitiu que “os madeirenses usam um termo vernáculo para se referir ao misturador, inspirado no seu aspeto fálico”, mas fugiu ao termo. O pioneiro pau da poncha, ainda nem a ‘bimby’ sonhava vir ao mundo, está assim livre de obscenidades. Chamam-lhe mechelote. Deve ser para rimar com calote.
4. Os renhetas abundam no PSD-M dito do futuro. Refilam por tudo e por nada. Alteram regras a meio do jogo. Dizem mal uns dos outros. Gabam-se. Vitimizam-se. Ameaçam. Razão tem o PCP. Pior do que Jardim é um jardinismo com réplicas. Razão tem Merkel. Temos licenciados desta estirpe a mais e, infelizmente, os melhores emigram. Mas está quase: 10 de Janeiro é de hoje a dois meses.
5. Jardim Ramos, Ventura Garcês, Miguel Ferreira e toda a malta que andou a arranjar justificações alucinantes para não construir o novo hospital que, afinal, "vai ter de acontecer", foram apilhados. Pela boca morre o peixe! Façam-lhes estátuas. As gaivotas que andam a ser enxotadas do porto ficarão gratas aos novos poisos por caiar.