Valeriano Rosário Quem não se lembra do guerrilheiro perdido nas montanhas entre a Indonésia e Timor Leste, que lutava de arma em punho, comandante de uma guerrilha, esteve preso numa das cadeias da Indonésia, onde os direitos dos cidadãos ainda se vê por um canudo, com o massacre no cemitério de Santa Cruz, esmagados pelo exército do então regime ditatorial, que a todo o custo queria que Timor fosse parte integrante da Indonésia. Como somos um País de brandes costumes e sempre tendencioso para ajudar o outro, foi no governo do então 1 º ministro António Guterres, que se desencadeou uma forte onda de solidariedade em torno da causa de Timor e do tão falado Xanana Gusmão e companhia, inclusive tendo-se deslocado um navio com algumas dezenas de pessoas e carregado de flores para tentar furar a barreira de um contingente armado até aos dentes. Não fosse a ousadia em regressarem de volta, já cá não estavam. Mesmo assim o governo Português através da diplomacia conseguiu ajudar tirar o Xanana das garras do Ali Alatas, então ministro dos negócios estrangeiros da Indonésia, libertou-se Timor, Portugal chorava pela liberdade daquele povo, ajudou a construir Timor, Xanana foi recebido em ombros na Assembleia da República, discursou, toda a gente aplaudiu, não se ouvia falar de outro assunto, assim como dos seus compadres D. Ximens Belo e Ramos Horta. O herói de Timor Lorosae, Xanana Gusmão, foi o mesmo que espetou uma valente punhalada nas costas de Portugal há bem pouco tempo, contribuindo para a expulsão dos Juízes Portugueses daquele País, classificando-Os todos de incompetentes nas reformas da Justiça, supostamente por terem tentado mexer com os tubarões que convivem bem com o dinheiro alheio. Onde está Ximenes Belo, Ramos Horta , Basílio Osório e tantos outros que utilizaram o nome de Portugal para andarem de mão estendida ? Com esta atitude cuspiram no prato que comeram (desculpem o termo), mas Portugal não toma juízo, continua submisso, a nossa diplomacia ainda está doente, há cerca de seis meses aceitou a integração da Guiné Equatorial na CPLP ou PALOP, onde se encontra o maior ditador e carniceiro daquela região sem democracia, País esse que tem como língua oficial o francês, já para não falar daquela borrada do acordo ortográfico, onde mais parecíamos os subordinados da nossa própria língua de Camões, atrás do Brasil. Até quando?