Afinal o que querem para o futebol português? Já não basta a tremenda pouca vergonha que se passa com a Liga portuguesa de futebol e as eleições que não se marcam, um presidente que está mais agarrado ao lugar do que uma lapa a uma pedra, agora queixam-se que Portugal está a ser ultrapassado no ranking europeu, em virtude dos resultados das equipas portuguesas nas competições europeias. Para termos bons desempenhos na europa do futebol temos de ter equipas que o queiram e termos, sobretudo uma Liga onde se jogue futebol e se procure a vitória. O que temos? Uma Liga excêntrica com 18 clubes, e já agora uma segunda Liga com 24 clubes, um futebol praticado medíocre. Uma Liga, onde há muitos anos ando a dizer que prolifera a cultura do coitadinho, do pontinho. Uma Liga onde não se joga futebol, procura-se o ponto, amarradinhos e guardados lá atrás a defender com tudo e todos, saindo do “autocarro” só quando, e se possível.

Equipas que entram em campo com a mentalidade de que estão empatadas e como tal já “têm” um ponto, e vai dai toca a defender o mesmo.

Como querem melhorar o ranking português quando se anda a elogiar este futebol? Como querem um futebol de qualidade, quando quase todos elogiam, por exemplo, o que o Boavista fez no Dragão?

Temos de caminhar no sentido de reduzir esta Liga portuguesa, não cabem todos ali. As pessoas não pagam bilhete para ver jogos em que a sua equipa só remata 1 ou 2 vezes à baliza. Acompanhar jogos da Liga alemã ou inglesa e depois ver um jogo da Liga portuguesa é como conduzir com velocidade e travar a fundo.

Há em muitos treinadores portugueses uma cultura de medo, o receio de assumir o jogo, nenhuma equipa marca golos se estiver sempre à defesa. Sempre disse, prefiro um empate a 2 ou 3 golos ou até mesmo a 0, desde que tenha assistido a um bom jogo de futebol.

Mudemos o futebol português com urgência, mudemos a mentalidade do coitadinho, do pontinho, os estádios estão a ficar vazios, as pessoas estão fartas deste tipo de futebol. Depois é o que vemos, jogos nas competições europeias onde dificilmente algumas equipas somam pontos. Uma primeira Liga com 14 equipas e uma segunda com 16 seria o ideal. Há que filtrar a qualidade, não é por termos equipas a quilo que temos mais qualidade. O que vivemos hoje em Portugal é uma mentalidade de excêntricos, não há dinheiro nem jogadores de qualidade para termos tantas equipas na 1ª e 2ª Ligas. As coisas como estão atualmente vão matar o futebol português e poucos querem saber e depois preocupam-se com a qualidade do futebol português e o ranking de Portugal na europa. Assim?!?

Duarte Vieira