Dionísio Andrade Ao ler que existem sócios da ACIF “mobilizados “ para aprovarem a alteração aos estatutos desta associação e assim permitirem que a Cristina Pedra fique no cargo mais três anos, faz-me lembrar os regimes ditatoriais das ex Repúblicas Soviéticas.

Depois do colapso da URSS, os povos dessas repúblicas, fartos de sofrerem nas mãos de ditadores que se perpetuaram no poder dezenas de anos, fizeram inserir nas suas constituições a limitação de mandatos aos seus presidentes. Mas, rapidamente, os novos lideres trataram de eliminar esses artigos e com a ajuda dos tais “mobilizados”, alteraram a lei fundamental dessas nações para se perpetuarem no poder, como Lukashenko, na Bielorrússia, Nazarbayev, no Cazaquistão e Karimov, no Uzbequistão, e mais maquiavélico ainda, na Rússia, onde Putin engendrou com Medvedev, uma estratégia de alternância fingida, para tornear a lei anti tiranos.

Obviamente, e numa escala de aldeia, a sr. Cristina Pedra quer fazer o mesmo e aplica as mesmas artimanhas dos ditadores acima citados. Atualmente ela usa o cargo para branquear a repugnante atuação dos Pedras, no descarado caso do monopólio dos Portos e também para aparecer dia sim, dia sim, na RTP/Madeira, do sr. Miguel Cunha (também ele um homem de confiança dos Sousas). Como foi tornado público, descobriu-se escandalosamente que afinal o representante dos sindicatos dos estivadores, o sr. Pedra & Filha, eram (e são) sócios dos patrões Sousas, na OPM. Uma coisa só mesmo vista na Mamadeira de Jardim.

E como a sra. Pedra é sócia dos Sousas, interessa ao poderoso Grupo ter a obediente senhora à frente da ACIF, para manter controlados e domesticados os industriais e comerciantes da região, que curiosamente são as principais vitimas deste vergonhoso monopólio. E como já escrevi em tempos, é a própria “raposa a vigiar o galinheiro”.

Para facilitar, porque não fazem como na Rússia e repetem o regabofe, sai a sra. Pedra e entra o sr. Duarte Rodrigues, e daqui a três anos volta a sra. Pedra, e os interesses do Grupo Sousa ficam sempre salvaguardados nesta terra da costa ocidental de África.