Hoje é sábado, considerado, para os católicos, véspera do dia do Senhor - e de reflexão -, por isso vou aproveitar uma passagem do poema de Augusto Gil, intitulado Balada de Neve, para, neste dia, fazer uma analogia entre o que sofriam as crianças de então e o que sofre o mais comum dos cidadãos devido ao flagelo dos impostos.

A grande maioria dos portugueses não contribuiu para essa coisa horrorosa chamada dívida pública cujos principais responsáveis chamam-se Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e o inevitável José Sócrates. Só nos dois governos deste ‘exemplar’ socialista, que volta a estar na ribalta, a dívida portuguesa subiu 90 mil milhões de euros, batendo todos os recordes nos campeonatos em termos de comparação com os outros gastadores.

Mas pior que a dívida pública é o factos dos portugueses serem chamados a pagar dívidas dos bancos, geridos por corruptos sem escrúpulos ao serviço de não menos corruptos governos.

Passos Coelho e Paulo Portas e a ministra das finanças não sabem que mais impostos inventam para, cumprindo as ordens de Bruxelas, empobrecer cada vez mais as famílias portuguesas. De imposto em imposto, de taxa em taxa, até ao empobrecimento final. Só falta o imposto da ‘velha senhora’ que se chamava ‘roda de caminho’ ou seja sermos obrigados a pagar uma taxa qualquer para podermos andar a pé.

Antes os portugueses emigravam, a maior parte para fugir à guerra colonial que ceifava a vida aos militares que em África defendiam as ex-colónias; agora continuam a ser os jovens os novos emigrantes por falta de emprego no nosso país. Entregaram as antigas colónias de mão beijada a alguns dos regimes mais corruptos do mundo e o seu povo continua na pobreza. E ainda chamam a isto descolonização exemplar? Alguém já ouviu falar nos Estados Unidos do Américo? Proporcionalmente e em democracia talvez estivéssemos melhor!!!

Depois da reflexão, uma sugestão: Porque não, as companhias que exploram os transportes que vêm das zonas rurais criarem o autocarro universitário que passaria na UMa antes de chegar à estação final? Seria apenas um autocarro matinal, um dos denominados expressos, que chegaria à Universidade da Madeira próximo das 8:00 e antes do início das aulas. No regresso os estudantes que se desenrascassem…

Certo que nesta altura do ‘campeonato’ as ditas companhias não estão para facilitar, mas com bom senso e sem inflacionar os custos de exploração tudo se resolveria e a contento de todas as partes. Bastava um autocarro diário em período escolar, um vindo da zona Leste e outro da zona Oeste.

O autocarro da SAM, partindo de Machico, ‘apanhava’ os estudantes de Machico, Santa Cruz, Caniço e Camacha (na zona da Cancela). Do lado Oeste, a Rodoeste transportava os universitários tendo a Ribeira Brava como ponto de partida e fazendo o transbordo dos estudantes de São Vicente e Ponta do Sol, passando depois por Câmara de Lobos antes de chegar ao destino final.

Uma sugestão extensiva também ao GR e autarquias no sentido de facilitar a vida aos estudantes, principalmente no inverno.

Miguel Justino