José Carlos Rodrigues Ferreira No dia 3 de Setembro o caricato aconteceu… Inacreditável! O senhor motorista da empresa “Horários do Funchal”, de serviço à carreira 10, com saída junto ao “Baião”, por volta das 08h30, com destino à Chamorra é, no mínimo, um irresponsável. Eu também viajava nesse autocarro, indo a caminho do meu local de trabalho e assisti à cena caricata que passo a transcrever: Na subida da Avenida do Infante, nas proximidades da Quinta Vigia (ou das “Araras”, como preferirem...) o indigno profissional ignora a presença de um cão que tenta atravessar a estrada. Curioso é que o animal irracional (?) até estava a cumprir as regras, pois fazia-o em plena passadeira para peões. Aqui, o infractor – para não chamar outros nomes – foi claramente o racional (será?) com seu instinto animalesco e mesquinho a se sobrepor à razão e às regras normais de civismo e cidadania. Pobre cão que, tal como a cor preta do seu pelo, se viu obrigado a dar três ou quatro passos à retaguarda, sem ter a noção que muitos dos humanos são os seus piores inimigos. Afinal, quem é o animal? Pobre de nós que assistimos impávidos a toda esta avalanche de desprezo pela natureza e por tudo o que mexe, incluindo nós próprios e os animais, numa incoerente e estúpida degradação humana, social e mental que por aí vai fazendo escola! A sociedade está podre e, também nisso, acompanha o Governo na sua putrefacção.