Nuno Vieira “A gratidão é o único tesouro dos humildes”. - William Shakespeare Dá-me para rir, numa altura de eleitoralismo nervoso e selvagem qb, com eleições ao virar da esquina, ouvir dos políticos desta Região dita Autónoma, pertencente de um país Europeu penhorado, com ‘nuestros hermanos’ (ainda há quem acredite nisso. Mande-se já a Tropa Portuguesa para as Ilhas Selvagens) a quererem entrar pelo mar e quiça pelo território adentro, a reclamar ao Povo a sua Gratidão perante estes. Dizem estes-com-os-dias-contados que, pelo seu não-sei-bem-que, o povinho lá tem que fazer uma vénia em forma de voto aos vocês-sabem-quem, como se estivessem a cobrar um favor. Então são vocês políticos a fazerem o favor ao povo para gerir na nossa coisa pública? Como é possível pedir descaradamente gratidão por fazerem (maioritariamente mal) o que foram supostamente eleitos por fazer? O Reconhecimento por ter desenvolvido um trabalho ou projecto político pode ser hipoteticamente dado, se bem que não é mais do que a vossa obrigação. Mas Gratidão? Só pode ser do calor na moleirinha eleitoral. Ou quem sabe uma fantasia que ainda alimentam quando a realidade aponta exactamente o contrário? Estão mesmo desesperados. Dói, não dói? Este Povo que vive já há 76 anos de Ditaduras, começando pelo Estado Novo vulgo Salazarismo, e continuado pela Democracia Musculada Autocrática presente, não precisa de vos dar gratidão. Alias, este povo que foi e continua a ser enganado, muito também por falta de espirito crítico e alguma espinha dorsal, precisa é de vos dar uma banhada logo que a oportunidade assim se propicie, por terem penhorado nas gerações por vir o futuro de um Arquipélago e das suas gentes. Os que são hoje Oposição, no amanhã, que guardem estas linhas porque são intemporais.