Luís Guilherme Ferreira Andei vários anos ligado ao remo na Região, primeiro como praticante (1949) depois como responsável até 1981, altura em que fui abrir a agência do banco Santander Totta em S. Vicente, ficando todavia ligado à modalidade mais uns anos como colaborador. Um dia estava programada uma regata e por qualquer razão não apareceu o barco de apoio para dar o sinal de partida, acompanhar a prova e dar a chegada. A regata não deixou de se realizar. Subi ao miradouro da Barreirinha, que fica em frente à igreja do Socorro, e aí alinhei os barcos e dei o sinal de partida. Com o meu Austin 8, série preta acompanhei a prova, descendo a rua de Stª. Maria (na altura a rua tinha dois sentidos) a avenida do mar e dentro da pontinha verifiquei a chegada dos “yolles” de quatro. Isto é para demonstrar que com boa vontade tudo se consegue. A equipa vencedora foi a equipa do liceu Jaime Moniz constituída pelos seguintes elementos: Aubri Castro, Marçal, Alçada Morais, Carlos Henrique e Herculano de Freitas. Isto é para demonstrar que uma pessoa quando tem vontade de fazer alguma coisa consegue mesmo sem os meios adequados. Depois de deixar o remo, um dia passei por São Lázaro, verifiquei que um dos dois pneus do cavalete que transporta o barco à água estava vazio e disse a um praticante que enchesse o pneu. Ele respondeu me que não valia a pena porque faziam uma requisição e vinha um pneu novo. O excesso de dinheiro matou o desporto na Madeira.