No passado dia 13 deste mês, cumpriu-se o vigésimo quinto aniversário da criação da Universidade da Madeira. A nossa Academia tem vindo a desenvolver um conjunto de acções no sentido de comemorar condignamente este aniversário, consciente que está da importância de celebrar tal data. Durante a sua curta história, a Universidade tem vindo a consolidar o seu papel na Região, não só na sua função específica de centro de formação avançada e de investigação científica, como também de pólo de desenvolvimento cultural e social, com evidentes repercussões a nível regional e, na medida em que isso foi sendo possível, a nível internacional. O reitor da Universidade da Madeira, Professor José Carmo, teve o cuidado de salientar esses aspectos positivos no discurso que pronunciou no âmbito das cerimónias solenes de abertura do ano escolar. Esta opinião foi reforçada com a declaração do presidente do Conselho Geral da Universidade, Dr. Francisco Costa, de que hoje é impensável a Madeira não ter uma Universidade. O meu colega Nelson Veríssimo, que é o coordenador das comemorações dos 25 anos da UMa, referia-me há dias, numa das nossas conversas habituais sobre esta matéria, que o nome da Universidade tem vindo cada vez mais a ser citado nas bases de dados bibliográficas. De meras e ocasionais referências, passámos a ter uma presença regular nos reportórios científicos, facto que nos honra e responsabiliza sobremaneira. As regiões que integram uma universidade beneficiam de evidentes vantagens. No nosso caso particular, há que considerar a importância do valor económico gerado pelo orçamento da universidade, ao qual se deve naturalmente juntar os milhares de alunos já licenciados, as centenas de mestres e o agora cada vez mais significativo número de doutores. Juntando a isso a investigação científica e as colaborações/parcerias nacionais e internacionais, a Universidade pode, na realidade, orgulhar-se do papel que desempenhou neste seu período de vida. Podemos identificar defeitos (certamente que os há), etemos de ter a humildade de os identificar, reconhecer e superar, optando por um tipo de conduta que exige uma abordagem estruturante e madura, capaz de promover a transição entre o passado e o futuro. Um exemplo que ilustra este entendimento acerca do modo como se constrói e se consolida a história identitária da Universidade foi a atribuição do doutoramento honoris causa ao Professor Ludwig Streit. A projecção nacional e internacional do evento diz muito sobre o que foi feito e sobre o que ainda havemos de realizar. Esta homenagem é também extensiva a todos os docentes, funcionários e alunos que participaram, em diferentes graus de responsabilidade e de funções, no crescimento da nossa instituição. As comemorações dos 25 anos ea cerimónia de abertura do ano escolardemonstraram ser, neste âmbito, duas intensas experiências de vida académica.
* Vice-reitor da Universidade da Madeira
Sílvio Fernandes *