É o momento dos eleitores soltarem as amarras das lealdades e chantagens psicológicas Arrancou a campanha eleitoral para as Autárquicas 2013. Em 37 anos de democracia representativa, o país atravessa o impacto de uma profunda e estrutural transformação política ao nível do governo local: a limitação de mandatos e a reforma administrativa do território. A competição eleitoral autárquica ganhou nova dinâmica fruto da limitação de mandatos. A lógica interna dos partidos políticos desencadeou a perversidade na selecção e recrutamento dos candidatos às funções públicas. A ruptura com as máquinas partidárias (em alguns casos) abriu caminho à entrada de candidaturas de grupos de cidadãos eleitores (vulgo independentes), que alteraram as “regras do jogo”, desalinharam ideológica e politicamente a arena eleitoral. A disputa entre candidaturas foi exponencialmente ampliada, o que implicará (teoricamente) uma maior distribuição dos ganhos eleitorais, dificultando a obtenção de maiorias (relativa ou absoluta) de uma só candidatura. A estrutura de competição política mudou; o contexto político mudou – mais do que nunca a política europeia e nacional ganha preponderância na campanha local -, os eleitores ganharam perspectiva. Alguns, atávicos, continuam a aplicar a mesma receita, ignoram a conjuntura. Resistem à mudança enfurecidos pela preservação e sobrevivência políticas, continuam a apostar no “pão e circo” das festa-comícios, patrocinando animações-pimbas; insistindo nas promessas eleitorais dos grandes investimentos públicos e da obra feita, da garantia de emprego, como se a dívida se transformasse em superavit e as inaugurações em vitórias eleitorais. Atávicos, continuam com discursos completamente anacrónicos e falaciosos, apenas para a satisfação pessoal de um projeto de poder. Prosseguem sem estratégia e sem rumo, negligenciando as condições económicas, sociais e políticas, à procura de resultados, iguais aos do século passado. Não basta uma carta de intenções, ou simplesmente invocar a necessidade de alterar o paradigma. É a oportunidade de apresentar um projecto, um modelo de governação local de e para o futuro, capaz de responder aos desafios contemporâneos (territoriais, sociais, demográficos e económicos). É o momento de racionalmente inaugurar um novo ciclo político e desbloquear a Democracia, é a hora de mobilizar e garantir o preenchimento informado dos três boletins de voto. É o momento, dos eleitores soltarem as amarras das lealdades e chantagens psicológicas, de participarem na decisão, que não é apenas individual, mas que envolve-nos a todos, quer nos benefícios quer nos prejuízos. Assumamos as nossas responsabilidades: governantes, oposições e eleitores! Teresa Ruel
É o momento dos eleitores soltarem as amarras das lealdades e chantagens psicológicas
Arrancou a campanha eleitoral para as Autárquicas 2013. Em 37 anos de democracia representativa, o país atravessa o impacto de uma profunda e estrutural transformação política ao nível do governo local: a limitação de mandatos e a reforma administrativa do território. A competição eleitoral autárquica ganhou nova dinâmica fruto da limitação de mandatos. A lógica interna dos partidos políticos desencadeou a perversidade na selecção e recrutamento dos candidatos às funções públicas. A ruptura com as máquinas partidárias (em alguns casos) abriu caminho à entrada de candidaturas de grupos de cidadãos eleitores (vulgo independentes), que alteraram as “regras do jogo”, desalinharam ideológica e politicamente a arena eleitoral. A disputa entre candidaturas foi exponencialmente ampliada, o que implicará (teoricamente) uma maior distribuição dos ganhos eleitorais, dificultando a obtenção de maiorias (relativa ou absoluta) de uma só candidatura. A estrutura de competição política mudou; o contexto político mudou – mais do que nunca a política europeia e nacional ganha preponderância na campanha local -, os eleitores ganharam perspectiva. Alguns, atávicos, continuam a aplicar a mesma receita, ignoram a conjuntura. Resistem à mudança enfurecidos pela preservação e sobrevivência políticas, continuam a apostar no “pão e circo” das festa-comícios, patrocinando animações-pimbas; insistindo nas promessas eleitorais dos grandes investimentos públicos e da obra feita, da garantia de emprego, como se a dívida se transformasse em superavit e as inaugurações em vitórias eleitorais. Atávicos, continuam com discursos completamente anacrónicos e falaciosos, apenas para a satisfação pessoal de um projeto de poder. Prosseguem sem estratégia e sem rumo, negligenciando as condições económicas, sociais e políticas, à procura de resultados, iguais aos do século passado. Não basta uma carta de intenções, ou simplesmente invocar a necessidade de alterar o paradigma. É a oportunidade de apresentar um projecto, um modelo de governação local de e para o futuro, capaz de responder aos desafios contemporâneos (territoriais, sociais, demográficos e económicos). É o momento de racionalmente inaugurar um novo ciclo político e desbloquear a Democracia, é a hora de mobilizar e garantir o preenchimento informado dos três boletins de voto. É o momento, dos eleitores soltarem as amarras das lealdades e chantagens psicológicas, de participarem na decisão, que não é apenas individual, mas que envolve-nos a todos, quer nos benefícios quer nos prejuízos. Assumamos as nossas responsabilidades: governantes, oposições e eleitores!
Teresa Ruel