Em fim de mandato na Câmara Municipal do Funchal, eleito vereador, sem pelouro, em outubro de 2009, chegou o momento de fazer o balanço destes 4 anos de trabalho autárquico. Enquanto vereador e militante, com orgulho, do Partido Socialista, um partido de alternativa ao poder que promove os ideais do socialismo democrático, procurei defender, o melhor possível, os interesses coletivos da cidade e dos munícipes. Ao longo do mandato, apresentei diversas propostas e fiz inúmeras intervenções relacionadas com a gestão da cidade. Destaco algumas: a habitação social, a pobreza, a necessidade de se criar um Observatório Social e um plano de estabilidade alimentar no concelho. O problema do preço da água e dos resíduos sólidos, as despesas exorbitantes com a empresa Valor Ambiente e o sentimento de insegurança na cidade foram outras das áreas de preocupação. Denunciei o desordenamento do território, a falta de planeamento urbanístico em diversas zonas e insisti na necessidade de se discutir e aprovar os Planos de Ordenamento da Orla Costeira. Questionei a falta de poder reivindicativo da autarquia perante o governo regional que não pagou os milhões de euros de dívidas dos contratos-programa. Defendi uma outra estratégia de recuperação, promoção e dinamização do vasto núcleo histórico da cidade, bem como uma nova visão na área da prevenção, salvaguardando os bens e as pessoas dos incêndios florestais e das intempéries, tendo apresentado, inclusive, uma proposta para a criação de um Plano Operacional Municipal contra incêndios. Defendi a necessidade de se lançar o debate sobre políticas de parceria intermunicipal, rentabilizando os recursos públicos, apostando na convergência de meios e de apoios a vários níveis. Em suma, desenvolvi um trabalho autárquico assente no combate pelas ideias, no confronto de propostas e na defesa de projetos que viessem responder às necessidades reais dos funchalenses.

Rui Caetano Professor