Miguel Fonseca Numa altura em que se fala tanto das limitações dos mandatos, por via das eleições autárquicas, está na altura de começar também a pensar em aprovar legislação para limitar os mandatos dos órgãos diretivos das escolas, quer ao nível dos Conselhos da Comunidade Educativa, dos Conselhos Executivos, dos Diretores, dos Reitores das Faculdades, dos Conselhos científicos, enfim, de qualquer órgão que signifique exercício de poder, seja a ele executivo, administrativo ou científico. Desde a antiga Grécia que assim é, tendo como base a ideia de que o exercício prolongado do poder cria redes de ligação que subvertem a liberdade dos cidadãos em democracia. Já agra e a propósito, defendo também o mesmo para deputados, diretores de empresas e tudo o que implique poder. Vamos a isso, senhores deputados de todos os partidos, incluindo aplicando isso para as respetivas lideranças.