Povo está entediado das falsas promessas, da demagogia das máquinas partidárias De hoje a 15 dias o povo tem a oportunidade para premiar ou castigar a classe política que tem gerido os nossos destinos. Táticas políticas à parte é no secretismo da mesa de voto que se vai decidir entre a manutenção do poder atual e dos seus atores ou dar lugar a novas caras e novos projetos para os próximos quatro anos. Na Madeira a campanha vai acesa. Primeiro, devido à existência dos movimentos independentes que andam a “pregar” porta a porta e, segundo, devido às tricas que estão a apodrecer o PSD/M. Os primeiros vão prejudicar fundamentalmente o partido da maioria, habituado até agora a vencer em toda a Região, sem dificuldades de maior. O atual poder apresenta-se a jogo completamente estafado pela desunião interna, pela briga de “comadres” na praça pública e pela gravíssima situação financeira em que mergulhou a Região. Está a beber o seu próprio veneno, surgindo indefetivelmente grudado aos rostos dos candidatos laranja, o que, convenhamos não é bom augúrio para a garantia de vitória. No Funchal assistimos a uma interessante disputa taco a taco. O movimento liderado por Paulo Cafôfo é uma dor de cabeça estampada em cada esquina da cidade, não só para Bruno Pereira como para José Manuel Rodrigues, os profissionais de serviço que dão a cara pelo PSD e CDS, respetivamente. Num momento particularmente difícil para os eleitores custa acreditar que os políticos profissionais desta campanha ainda não perceberam que povo está entediado das falsas promessas, da demagogia das máquinas partidárias que vêm para as ruas oferecer esferográficas, sorrisos e beijinhos cínicos. Que calcorreiam becos e veredas na busca do eleitor insatisfeito, na busca de mais um voto, que rapidamente é esquecido no momento em que se instalam no gabinete do poder. Como não compreendem o dinheiro desbaratado na realização de concertos pimba, como se estivéssemos em tempo de esbanjamentos. No momento atual iniciativas destas são repugnantes e desrespeitadoras das dificuldades de muitos milhares de madeirenses que vivem com inúmeras dificuldades. Muitos estão dececionados com a classe política que se perpetua no poder embalada por projetos exclusivamente pessoais, que não respeita adversários, que fomenta o caciquismo e que alimenta um órgão de comunicação feito para idolatrar um regime apodrecido, que insiste em misturar, em época eleitoral, a agenda oficial com a partidária. Esse é o mesmo poder que montou uma rede tentacular em toda a ilha, onde conviviam o tasqueiro e o merceeiro que trocavam os cheques da Segurança Social e atemorizavam os seus beneficiários, jurando que caso o voto não fosse no partido da maioria, perderiam a reforma a que tinham direito pelo trabalho de uma vida. Isso não aconteceu há muitos anos. O que se vai decidir a 29 de setembro é a manutenção do mesmo grupo que governa a ilha há quase 40 anos, alicerçado numa rede de interesses tentacular ou ao início de um novo ciclo, protagonizado por novas caras, por novas formas de fazer política e de comunicar com os eleitores. Por mais que se diga o que vai estar em jogo é apenas isto. Porque dinheiro para o cumprimento das promessas propaladas não existe. Veremos a quem vai o povo entregar as chaves da sua cidade. Roberto Ferreira
Povo está entediado das falsas promessas, da demagogia das máquinas partidárias
De hoje a 15 dias o povo tem a oportunidade para premiar ou castigar a classe política que tem gerido os nossos destinos. Táticas políticas à parte é no secretismo da mesa de voto que se vai decidir entre a manutenção do poder atual e dos seus atores ou dar lugar a novas caras e novos projetos para os próximos quatro anos. Na Madeira a campanha vai acesa. Primeiro, devido à existência dos movimentos independentes que andam a “pregar” porta a porta e, segundo, devido às tricas que estão a apodrecer o PSD/M. Os primeiros vão prejudicar fundamentalmente o partido da maioria, habituado até agora a vencer em toda a Região, sem dificuldades de maior. O atual poder apresenta-se a jogo completamente estafado pela desunião interna, pela briga de “comadres” na praça pública e pela gravíssima situação financeira em que mergulhou a Região. Está a beber o seu próprio veneno, surgindo indefetivelmente grudado aos rostos dos candidatos laranja, o que, convenhamos não é bom augúrio para a garantia de vitória. No Funchal assistimos a uma interessante disputa taco a taco. O movimento liderado por Paulo Cafôfo é uma dor de cabeça estampada em cada esquina da cidade, não só para Bruno Pereira como para José Manuel Rodrigues, os profissionais de serviço que dão a cara pelo PSD e CDS, respetivamente. Num momento particularmente difícil para os eleitores custa acreditar que os políticos profissionais desta campanha ainda não perceberam que povo está entediado das falsas promessas, da demagogia das máquinas partidárias que vêm para as ruas oferecer esferográficas, sorrisos e beijinhos cínicos. Que calcorreiam becos e veredas na busca do eleitor insatisfeito, na busca de mais um voto, que rapidamente é esquecido no momento em que se instalam no gabinete do poder. Como não compreendem o dinheiro desbaratado na realização de concertos pimba, como se estivéssemos em tempo de esbanjamentos. No momento atual iniciativas destas são repugnantes e desrespeitadoras das dificuldades de muitos milhares de madeirenses que vivem com inúmeras dificuldades. Muitos estão dececionados com a classe política que se perpetua no poder embalada por projetos exclusivamente pessoais, que não respeita adversários, que fomenta o caciquismo e que alimenta um órgão de comunicação feito para idolatrar um regime apodrecido, que insiste em misturar, em época eleitoral, a agenda oficial com a partidária. Esse é o mesmo poder que montou uma rede tentacular em toda a ilha, onde conviviam o tasqueiro e o merceeiro que trocavam os cheques da Segurança Social e atemorizavam os seus beneficiários, jurando que caso o voto não fosse no partido da maioria, perderiam a reforma a que tinham direito pelo trabalho de uma vida. Isso não aconteceu há muitos anos. O que se vai decidir a 29 de setembro é a manutenção do mesmo grupo que governa a ilha há quase 40 anos, alicerçado numa rede de interesses tentacular ou ao início de um novo ciclo, protagonizado por novas caras, por novas formas de fazer política e de comunicar com os eleitores. Por mais que se diga o que vai estar em jogo é apenas isto. Porque dinheiro para o cumprimento das promessas propaladas não existe. Veremos a quem vai o povo entregar as chaves da sua cidade.
Roberto Ferreira