Pedro Zamith No século XVIII os artistas tinham um papel fundamental na sociedade. Pintores, escultores e arquitectos eram vistos e tratados com um enorme respeito e consideração. A arte era vista como uma aproximação ao sublime, ao transcendente. Sim, talvez a Igreja tenha tido uma cota parte de responsabilidade nessa valorização, obviamente que estas três artes comunicavam com o povo analfabeto como ninguém. Portanto a arte era um instrumento muito valioso para passar a palavra da igreja. No fundo uma espécie de propaganda política. Mas independentemente das razões, os artistas e a cultura tinham um peso muito válido na sociedade. Afinal a arte seria uma ferramenta muito importante para ligar o passado com o futuro. Hoje em dia tudo mudou. Quem acaba por ganhar estrelato na sociedade actual são que nada têm para dizer e que nada sabem fazer. As fanys, as titis, os tótós os bóbós, são tudo pessoas que em nada contribuem para a evolução do intelecto ou das emoções. Cheguei a casa e liguei a televisão para ver o novo programa cultural da RTP 2 , o “agora”. Dura 5 minutos. Até fiquei com dores de cabeça com a rapidez de informação compactada. Enfim. Venham mas é as sessões televisivas de três horas sobre o que é que o Ronaldo comeu ontem à noite depois dos três golos e a que horas é que se peidou depois do jantar. Ou um daqueles programas espectaculares com um bando de atrasados mentais a darem bombas numa piscina durante duas horas. E depois, bom depois vamos a correr pagar o IRS por conta, pois é preciso alimentar mais reformas de gestores de empresas públicas...