Rui Manuel Ferreira No passado dia 3, cerca das 12h30, no estabelecimento próximo do hospital distrital do Funchal eu estava a tomar um café, um copo com água e a ler o Diário de Notícias junto ao balcão, quando ao meu lado surgem dois miúdos com cerca de 8 a 10 anos de idade. Um deles por sinal, o maior, educadamente disse à empregada: oh menina, faz favor dê-me um copo de água. Atrás do balcão surgiu alguém que disse-lhes: vocês não têm água em casa? Aqui não há água. Passados uns minutos, o mesmo indivíduo disse-lhes: vocês não sabem que não podem estar cá dentro. Só acompanhados pelos vossos pais ou familiares e podem sair que não há água. Os mesmos foram embora bem tristonhos. Eu, pedi a conta, paguei e disse ao tal indivíduo que não se nega um copo de água a ninguém, sobretudo a uma criança. Em resposta disse-me que os miúdos residiam no 1º andar do prédio. Respondi-lhe que já vi torres mais altas caírem. Conclusão: será que estas crianças vão dizer aos seus pais, familiares e amigos para irem consumir produtos neste estabelecimento? Depois queixam-se que não há clientes.