LF De vez em quando um “notável” deixa o nosso mundo, seguindo-se os panegíricos da praxe: “… um grande homem que dedicou a sua vida ao serviço público, blá, blá, blá…” Aparentemente o serviço público é um “grande sacrifício” a que os “grandes homens” dedicam as suas vidas em prol do bem comum. Neste verão, fomos brindados com o triste espetáculo de “grandes homens” a recorrerem aos tribunais para contornar a lei do limite dos mandatos dos autarcas, desesperadamente tentando continuar o seu “serviço público”; chegando ao absurdo do Isaltino Morais tentar continuar a servir a partir da prisão. O serviço público é um sacrifício tão grande que eles se empurram e atropelam para nos servir.

A verdade é que a maioria desses senhores, sem o serviço público, teriam que ir cavar batatas para sobreviver… “Serviço público” ou “servir-se do público”, o leitor que decida…