Mário Mascarenhas Alencastre Atenção! Damas e Cavalheiros, a seus postos, na grelha de partida, a corrida, vai começar…
E, que corrida… a do Poleiro!
Na ilha Dourada, sem coelhos, ambiente de caça… Estar atento, preparado, para o que der e vier! Talvez, surpresa!
Madeira, velinhas acesas aos Santinhos do coração. Dilúvio de promessas! Negócios protecção, facilidades, tachos para toda a família, nascidos, por nascer. Uma “pitada de sal” para os “anõezinhos” “acomodados – ao- bem-bom”, que pode acabar… Uma tragédia! Imagine-se, o horror!
Será que algum candidato, diz? Sendo eleito, darei exemplo, de austeridade, poupança, cortando, no meu salário, regalias, mordomias… É claro que não! Todos de acordo: Sacrifícios, Austeridade, é do Povo, para o Povo, só do Povo! Nunca, para eles!
Os de sempre, o Povo, uns, indiferentes, desconfiados, desiludidos; outros com as suas crenças; outros ainda, “ver para crer”.
Entretanto, o Poleiro, balança, balança… treme, treme… será que desta vez… cai?
Façam as suas apostas!
Ó gente, da minha terra, que no mar, lavas as lágrimas, das tuas misérias, desgraças… deixa, de mais lágrimas derramar! De Lamentações! De Sofrer!
Sabes, que o melhor, comem; para nós, as migalhas, deixadas! Até quando?
A Vida de rosas, para alguns; de espinhos, para muitos! A Chorar, começa, e sempre, a Chorar, termina… tão curta, tão bela!... assim, é ela… A Vida, não vale, nada!