Maria Angela Gonçalves Li com interesse a carta do leitor do dia 8 de Setembro sobre este assunto e assinada pela Comissão de Festas. Gosto muito deste arraial, procuro sempre estar presente, em especial por ser praticamente o único arraial em que aparecem os chamados “brincos”. É sobretudo por este aspecto que lá vou. E este ano havia pelo menos 3 “brincos”, todos muito animados.

Gostei de lá ter ido, mas tenho alguns comentários a fazer.

- A organização pareceu-me esforçada e bem intencionada, com recintos bem definidos para os amigos da espetada, para os amigos dos comes e bebes, para os amigos do mexe-mexe dos chamados ritmos modernos;

- Comidas: as ementas pareceu-me estarem a degenerar. Procurei a tradicional canginha, não havia, procurei uma sandes de carne de vinho e alhos, não era fácil de encontrar, mas encontrei uma, em bolo do caco, com bocadinhos de carne a fugirem por todos lados e mal passados. Guardei essa e fui à procura de outra. Demorou mas encontrei. Vinho seco, custou mas finalmente encontrei. (a ASAE teria lá passado?) O que havia de fartura era pão com chouriço, cerveja e poncha. Os petiscos dos nossos arraiais não eram assim, pois não? Mas enfim, tudo evolui.

- E por último, um reparo não menos importante: esqueceram-se das casinhas para as nossas precisões... Em situação de emergência, fui perguntando às várias senhoras que encontrei, onde é que. E finalmente uma me informou que havia um café que disponibilizava o wc, mas que enfim tínhamos que consumir qualquer coisa e que aí forneciam um cartãozinho que dava acesso ao dito wc. Não acho mal, apenas acho insólito. - Por fim, outra situação, esta bastante desagradável: o regresso. Há tantas recomendações para não levar carros particulares para os arraiais e acho muito bem essas recomendações. Só que é necessário organizarem-se transportes alternativos condignos. O que aconteceu para quem viajou do Funchal foi que foi criada uma carreira eventual, com partida às 22,30h e regresso às 5 da manhã de dia seguinte. E quem é que conseguiu apanhar esse dito autocarro? Quem teve pernas para correr. Porque os outros, como eu, saíram de lá às 7,30h... ainda por cima pagando uma tarifa mais cara, por ser tarifa de carreira. Mas há mais, os auto carros não têm indicação nenhuma para onde vão, as pessoas têm que adivinhar e quando se enganam apanham uma descompostura do motorista. Custa muito pegar num papel A4 e escrever nem que seja à mão, o destino do autocarro? Depois, a paragem não está bem definida, umas pessoas dizem que é ali, outras dizem que é acolá. Enfim um verdadeiro pandemónio, digno do 3º mundo. (Já estive na Índia e vi que o panorama é semelhante). E mais correrias para chegar à paragem certa e ao autocarro certo. O que se passa é uma falta total de respeito pelo utilizador. Só gostava de pedir a um qualquer director da Rodoeste para lá ir no próximo ano e verificar se eu estou a exagerar.

P.S.: Será que este texto é uma crítica construtiva?