Em tempos não muito remotos, a Quinta Magnólia tinha pessoas. Tinha pessoas, porque tinha um parque infantil, porque tinha preservados os seus passeios, os seus campos de ténis e de squash, porque tinha um circuito de manutenção. Tinha pessoas porque estava bem zelada e tinha uma piscina. Os mais abastados e os turistas têm as suas piscinas particulares e dos hotéis, mas eu faço parte dos milhares de Madeirenses que tomaram banho na piscina pública da Quinta Magnólia cuja água vinha bombeada do mar, fui dos que comeram gelado na esplanada à beira da piscina. Os meus filhos chegaram a brincar no parque infantil, joguei ténis e como muitos, corremos a Quinta de lés a lés. Hoje nada disto é possível, e não nos escapa a estratégia de esvaziamento e degradação do recinto como pretexto para as grandes intervenções.

Você concorda com o desaparecimento da piscina da Quinta Magnólia para dar lugar a mais courts de ténis e padel, concorda com a negligência a que foi votada? A Quinta Magnólia conseguiu até à data preservar o seu traçado original e não ser um sumidouro de dinheiros públicos e nós gostávamos que assim permanecesse. É possível garantir a abertura desta lindíssima quinta pública, e devolver-lhe a dignidade. É possível a sua recuperação e preservação para fruição de todos quantos a queiram visitar de forma alternativa sem recorrer a projectos desproporcionados e desenquadrados.

Para provar que a sua posição pode fazer a diferença no sentido de influenciar as decisões políticas, some-a à de muitos outros, lendo e subscrevendo a petição pela preservação da Quinta Magnólia em www.pan-madeira.com.

Rui Almeida