Luis Gramilho No passado dia 2 de Agosto de 2013 foram encerradas algumas das praças de táxis do centro do Funchal (digo, Avenida Manuel de Arriaga), com o facto justificativo do Rali Vinho Madeira. Até aqui, muito bem. Não sou, de forma alguma, contra a criação de eventos, até porque estes são necessários à promoção da nossa ilha, a qual segue o caminho da amargura. Muitos destes eventos trazem o retorno do seu investimento. Mas sou um industrial de táxi e como tal fiquei surpreso ao encontrar a Praça do Município encerrada ao trânsito, até porque esta tem duas saídas sem qualquer incómodo para o evento que estava a ser criado no momento: 1.ª Rua do Castanheiro e 2.ª contornando a referida Praça. Por este motivo não entendo o porquê do seu encerramento, dificultando ainda mais a falta de estacionamento a este sector dos táxis e prejudicando ainda alguns dos possíveis utilizadores. Por este motivo, levanto as seguintes questões: Será falta de ponderação e planeamento? Não existirá um plano prévio para o encerramento de ruas? Quando necessário não têm em consideração minimizar o dano ou o transtorno causado tanto para o cidadão comum como para aquele que depende da via pública para o seu dia-a-dia e para a sua sobrevivência? Por este motivo peço que sempre que haja um qualquer acontecimento em que seja necessária a retirada de uma praça de táxis ou outra qualquer situação tenham em consideração que são locais de trabalho embora que temporariamente estes industriais deixam de poder exercer a sua profissão. Todos nós temos direitos e deveres e julgo eu que na interdição temporária de uma praça os promotores do evento ou as entidades que nos tutelam têm o dever de criar uma situação alternativa antecipadamente para que também a nossa Associação (A.T.R.A.M.) e a população possam ser informadas atempadamente das mesmas alterações embora que periódicas. Tenho assistido passivamente à desactivação constante de praças de táxis sem que para estes haja qualquer respeito ou contemplação. Daí esta minha indignação pelo facto de ser quase comum o esquecimento de que existem táxis e estes precisam do seu espaço para desenvolverem a sua actividade.